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O derby della “decadência”

O clássico (ou dérbi) é um dos momentos mais esperados de uma temporada, seja em um estadual ou em uma competição nacional ou internacional, é um dos ápices do futebol. Muitas vezes, quando o time ganha um clássico, passa a ter um gosto maior que um título.

E como é bom mesmo assistir um dérbi mesmo sendo de outro país. O quão emocionante é assistir um Barcelona e Real Madri, um clássico de grandes jogadores e muita técnica em campo, no patamar semelhante temos clássicos ingleses, como Machester United contra Manchester City, Chelsea e Arsenal; e aqueles clássicos nacionais tradicionais também como Porto e Benfica, Fenerbahçe e Galatasaray, Boca Juniors e River Plate, Bayern de Munique e Borussia Dortmund, Panathinaikos e Olympiacos, Nacional e Peñarol, entre outros que também nos fazem ficar em frente ao sofá para apreciar.

Dentre os tantos clássicos mundiais destacados acima não podemos nos esquecer de um: o “Derby della Madonnina” o duelo dos dois times de Milão, o Milan e a Internazionale; uma cidade colorida de azul, vermelho e preto, dois dos clubes mais importantes do mundo em campo e torcedores cansados de tantas desilusões: este é o clima que vive Milão no dia do clássico da capital da moda. Depois do duelo entre Real Madri e Barcelona, a partida entre Internazionale e Milan era o “número dois” dos clássicos europeus, mas, hoje em dia, perdeu este status e o ar que se respira na metrópole não é mais o mesmo devido aos clubes terem menos craques em campo e ambições menores resultam em pouco entusiasmo da torcida; resultados esportivos decepcionantes, contratações sem cabimento e situações financeiras preocupantes: o Milan e a Internazionale, gigantes do calcio, vêm se apequenando com o passar dos anos. O Milan não participa de uma UEFA Champions League desde a temporada 2013/2014, enquanto a Inter está fora desde a edição 2011/2012.

Quem nunca reuniu os amigos para jogar um game e não escolhia o time fantástico do Milan que tinha Dida, Cafu, Maldini, Nesta, Gattuso, Seedorf, Pirlo, Kaká, Shevchenko, Inzaghi, Crespo e outros?

Quem nunca reuniu os amigos para jogar um game e não escolhia o time fantástico do Milan que tinha Dida, Cafu, Maldini, Nesta, Gattuso, Seedorf, Pirlo, Kaká, Shevchenko, Inzaghi, Crespo e outros?

 

Ou então o timaço da Inter que tinha Julio Cesar, Maicon, Samuel, Lúcio, Córdoba, Materazzi, Zanetti, Vieira, Cambiasso, Stankovic, Recoba, Sneijder, Vieri, Ibrahimovic, Adriano Imperador e outros?

Ou então o timaço da Inter que tinha Julio Cesar, Maicon, Samuel, Lúcio, Córdoba, Materazzi, Zanetti, Vieira, Cambiasso, Stankovic, Recoba, Sneijder, Vieri, Ibrahimovic, Adriano Imperador e outros?

CRISE NO MILAN

O elenco campeão italiano de 2011 foi desmontado no ano seguinte, por conta de problemas financeiros de Berlusconi, com a saída dos astros Zlatan Ibrahimovic e Thiago Silva para o “novo rico” Paris Saint-Germain. Robinho e Alexandre Pato já não decidiam como antes, Pirlo entrou em choque com o até então técnico Massimiliano Allegri. O presidente Silvio Berlusconi não vivia os melhores dias, acusado de corrupção, foi condenado a cumprir três anos de prisão, também teve envolvimento em uma suposta prostituição de menores, teve o nome ligado também a uma suspeita de abuso de poder, isto provavelmente ajudou na falta de padrão em que o Milan vive, afinal ter o presidente e proprietário envolvidos em situações assim.

Até o retorno Mario Balotelli foi um fiasco, pelo menos, o polêmico atacante veio de graça, emprestado pelo Liverpool. Porém, um dos motivos que mais ajudaram nesta decadência foi a reposição. Com as conquistas, os rossoneros se acomodaram um pouco, e deixaram de pensar no futuro. Os jogadores que eram peças chaves do Milan começaram a envelhecer e não foram feitas contratações a altura e muito menos um bom trabalho na base onde poderiam aparecer jovens a tomar estes lugares.

Nesta temporada, parece pintar uma luz no fim do túnel e o Milan vem bem, brigando com a Juventus pela ponta, com alguns jovens se destacando, como o goleirão Gianluigi Donnarumma, De Sciglio, Romagnoli, Locatelli, e os meias mais experientes Bonaventura, Montolivo, José Sosa e no comando de ataque, o colombiano Carlos Bacca, que fez belas temporadas no Sevilla e vive grande fase no clube italiano.

CRISE NA INTERNAZIONALE

Depois do título da UEFA Champions League e do Mundial de Clubes em 2010, a esquadra nerazzuri perdeu o comandante José Mourinho para o Real Madri, com a chegada do técnico italiano Gasperini, o qual não fez o time render nem metade do que o português havia feito, sendo eliminado da UEFA Champions League sendo massacrado pelo Schalke 04 da Alemanha (até então time de Manuel Neuer) numa goleada por 5×2 dentro do Giuseppe Meazza.

Para o lugar de Gasperini, veio Andrea Stramaccioni, que não conseguiu classificar o clube para competições europeias, mesmo com a contratações de alguns jogadores badalados que não corresponderam, como Diego Forlán.

Na temporada seguinte, medalhões da Champions (como Júlio César, Maicon, Lúcio, Maxwell, Sneijder, Pandev e Eto’o) saíram da equipe e as apostas do novo técnico Claudio Ranieri chegaram, mas não deram frutos, como Philippe Coutinho e Ricky Álvarez. Mais uma vez, a equipe ficou no meio da tabela.

Em meio a temporada assumiu o técnico que havia resgatado o Napoli, o italiano Walter Mazzari, mesmo assim, o time não rendeu. Na temporada que se seguiu, saiu Mazzari e chegou Roberto Mancini, técnico com grande história na Internazionale. Mancini iniciou a temporada 2015/2016 com grandes resultados e liderando a competição, porém a equipe enquadrou uma sequência de resultados negativos no próprio estádio, tendo de se contentar com vaga na UEFA Europa League.

Erik Thohir, presidente da Internazionale, cansado de resultados negativos, iniciou uma nova investida em jogadores promissores e renomados, contratou o francês Kondogbia (conhecido como “o novo Pogba”), o zagueiro brasileiro Miranda, o argentino Éver Banega (campeão da Europa League com o Sevilla), o atacante Éder (artilheiro do Sampdoria, naturalizado italiano e com boas atuações na Eurocopa), o português João Mário (campeão da Euro deste ano) e o brasileiro Gabriel Barbosa, o “Gabigol”, que nem sequer jogou 90 minutos com o técnico holandês Frank de Boer, que substituiu Mancini.

Por fim, a Inter segue afundada na crise, atualmente, ocupa a última posição no grupo da competição europeia, atrás de Southamptom, Sparta Praga e Hapoel Beer Sheva e apenas a décima quarta colocação no Calcio. Marcelino Toral, treinador espanhol que levou o Villarreal a atual edição da UEFA Champions League, assumirá a equipe nerazzuri.

VENDA DOS CLUBES

A travessia do deserto dos protagonistas do “Derby della Madonnina” têm consequências financeiras cada vez mais graves. De acordo com dados publicados no início de março pelo jornal “La Gazzetta dello Sport”, Internazionale e Milan foram os times com os maiores saldos negativos no calcio da temporada 2014/2015, com a Internazionale tendo prejuízo de €140.000.000 e o Milan com um déficit de €91.000.000, respectivamente, muito longe dos €30.000.000 autorizados pelo fair play financeiro.

Já punida ano passado, a Inter está sob vigilância e deve ter que vender jogadores na próxima temporada. Os dois clubes precisam de dinheiro fresco, e o indonésio Erik Thorir, dono da Inter, já negociou com investidores na China. Enquanto isto, Berlusconi já negociou com o empresário tailandês Bee Taechaubol, ao qual vendeu 48% das ações do Milan por €480.000.000.

GIUSEPPE MEAZZA OU SAN SIRO?

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É um dos palcos mais antigos da Europa, com 91 anos de existência, desenhado por Alberto Cugini e Ulisse Stacchini e quase sempre com os dois emblemas a coabitarem. O Milan vive ali desde o ano da fundação do estádio, em 1925, o Inter mudou-se para lá em 1946.

Quando o Internazionale joga em casa, costuma-se dizer que o jogo é no Giuseppe Meazza, ao passo que, quando é o Milan o anfitrião, tem-se o hábito de falar de uma partida no San Siro. As duas agremiações estão, lá no fundo, corretas.

Porém, o nome do estádio é apenas Giuseppe Meazza, uma escolha que recaiu numa das maiores figuras do futebol transalpino nos primórdios. O mítico jogador atuou nos dois grandes de Milão, só que foi claramente na Inter que mais se destacou, chegando aos rossoneros já na reta final da carreira.

A mudança de nome aconteceu em 1980. Até aí, o palco tinha o nome de Comunale di San Siro, que é o bairro onde se situa, geograficamente, só que a morte de Meazza motivou a alteração de nome.

Ainda assim, esta foi bem mais confortável para os adeptos do Inter, ao contrário dos torcedores do Milan, que vão preferindo associar o estádio, que leva atualmente 80 mil pessoas (já chegou a levar 100 mil) a San Siro. Questões de pormenor, lá no fundo, de um estádio que registra as cinco estrelas atribuídas pela UEFA.

JOGADORES NOTÁVEIS QUE VESTIRAM AS DUAS CAMISAS: - 1ª fileira (da esquerda para a direita): Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Christian Vieri e Clarence Seedorf. 2ª fileira (da esquerda para a direita): Edgar Davids, Hernán Crespo, Mario Balotelli e Patrick Vieira. - 3ª fileira (da esquerda para a direita): Roberto Baggio, Ronaldo, Sulley Muntari e Zlatan Ibrahimović.

JOGADORES NOTÁVEIS QUE VESTIRAM AS DUAS CAMISAS:
– 1ª fileira (da esquerda para a direita): Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Christian Vieri e Clarence Seedorf.
– 2ª fileira (da esquerda para a direita): Edgar Davids, Hernán Crespo, Mario Balotelli e Patrick Vieira.
– 3ª fileira (da esquerda para a direita): Roberto Baggio, Ronaldo, Sulley Muntari e Zlatan Ibrahimović.

 

Comparação de títulos entre as duas equipes

 

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E esta foi a segunda edição do “Além da Grande Área” aqui no blog oficial do Goleiro de Aluguel! Espero que tenham gostado e semana que vem o quadro irá abordar outro tema sobre o mundo do futebol! Até lá.