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Sonha em Ter um Bilionário Comprando o Seu Time? Talvez Isto Seja um Pesadelo! (Parte 02)

Imagine uma cidade pequena, orgulhosa e apaixonada por Rugby, mas que em 2008 passou a se orgulhar do time de futebol na cidade, o Hull City, que conseguiu um feito no qual demorou 100 anos para conseguir, o tão sonhado acesso a Premier League. Em apenas cinco anos os “Tigers” subiram da League Two (quarta divisão inglesa) para a elite da terra da Rainha.

Tigre Doente e Condenado

Em 2010, os torcedores ficaram ainda mais esperançosos quando o egípcio Assem Allam, dono de empresas no ramo de geradores elétricos, tornou-se proprietário do Hull City, mas, na mesma temporada, o time acabou sendo rebaixado. Retornou na temporada 2012/2013, como vice-campeão da segundona.

Assem Allam

Assem Allam

De volta a Premier League na temporada 2013/2014, o Hull City passou o campeonato inteiro lutando para escapar do rebaixamento, o principal objetivo na temporada. A equipe só escapou do descenso na penúltima rodada, apesar da derrota de 3×1 diante do Manchester United, terminando então o campeonato na 16ª colocação. Já o desempenho da equipe nas copas nacionais foi totalmente diferente. Na Copa da Liga Inglesa, foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Tottenham e na FA Cup, chegou até a final, eliminando Middlesbrough, Southed Athletic, Brighton, Sunderland, e Sheffield United. Na final, chegou a abrir 2×0, mas permitiu o Arsenal virar para 3×2, deixando escapar o título inédito. Com o desempenho na FA Cup, o Hull City se classificou para a UEFA Europa League pela primeira vez da história.

Na competição continental, a equipe entrou na terceira fase de qualificação, onde acabou eliminando o Trencin, da Eslováquia (2×1 no agregado). Já nos Play-offs, acabou sendo superado pelo Lokeren (2×2 no agregado, a equipe Belga se classificou pelo gol marcado fora de casa). Com isso, o Hull City deixou a UEFA Europa League de 2014/2015 sem chegar na fase de grupos. Caiu novamente de divisão nesta mesma temporada.

Em 2015, ano da queda, começou o atrito entre Allam, diretoria, torcida e jogadores. O egípcio quis mudar o nome do clube centenário de Hull City AFC para “Hull Tigers”, a torcida começou a protestar e a FA recusou a troca de nome. Na temporada 2015/2016, na segundona inglesa, o clube conseguiu o acesso a duras penas, conseguiu a vaga apenas nos play-offs já que teve campanha pior que Burnley (campeão) e Middlesbrough (segundo colocado e com acesso direto a Premier League). Na semifinal dos play-offs, eliminou Derby County e, na final em Wembley, venceu o Sheffield Wednesday no considerado jogo dos 90 milhões de libras, premio pago pela detentora da transmissão dos jogos dos times da primeira divisão, e também a nova divisão de cotas na Inglaterra.

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Com muito dinheiro em mãos, Assem Alam, indignado pelo fato de não conseguir a troca do nome do clube “fechou a mão” e tenta vender o clube pra investidores chineses. Há três dias do início da Premier League, o clube tinha apenas treze jogadores inscritos e Steve Bruce, lenda entre os torcedores, deixou o comando técnico. Outra causa da ira dos torcedores foi a mudança no plano dos sócio-torcedores do clube.

Mike Phelan assumiu a equipe, que sem o dinheiro do egípcio contratou jogadores de pequeno e médio escalão, o começo foi animador, nas quatro primeiras rodadas o clube conquistou oito pontos, tendo inclusive carimbado a faixa do atual campeão Leicester, porém a sorte acabou e o Hull voltou a realidade, lanterna do campeonato e sem vencer desde 6 de novembro, os “Tigers” estão a deriva na liga com 13 pontos em 20 jogos.

E aí, depois das histórias de Valencia e Hull City, você quer um bilionário no seu time mesmo assim?