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O Último Jogo Bom da História do Campeonato Brasileiro

Vocês acham esta coluna um pouco radical ao afirmar que o último jogo bom da história do nosso tão amado Campeonato Brasileiro aconteceu em 2002? Não, não é. Não quer dizer que de lá pra cá não houveram jogos bons tanto em termos técnicos, quanto em termos de emoção, história, raça e o que mais você pensar, considero este o último jogo bom da história do Brasileirão pois foi o último jogo da era do glorioso mata-mata, a partir de 2003 começou este lixo sem emoção dos pontos corridos, aonde um time pode ser campeão com várias rodadas de antecedência. Os defensores dos pontos corridos podem não gostar destas minhas palavras, pois afirmam que este sistema é mais justo e beneficia a equipe mais regular, curioso é eles vêm reclamar de justiça logo no futebol, aonde as maiores imprevisibilidades e emoções acontecem. O mata-mata é um sistema, ainda que mais “injusto”, que tem muito mais emoção, emoção esta que dura até o último minuto de cada partida, e não que se acaba em algumas rodadas apenas.

Hoje, aqui no Jogos “Inenarráveis”, iremos retratar um jogaço, o último jogo da era do mata-mata, que premiou o Santos como campeão, pela primeira vez na história do Campeonato Brasileiro. Agora, no Brasileirão unificado com a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, era o sétimo título nacional santista. O título “inédito” veio em cima de um dos grandes rivais do Santos, se não o maior rival, o Corinthians, e o jogo foi daquele de tirar o fôlego do torcedor até o último minuto do jogo, até o último lance. Duvida? Então confira agora.

REGULAMENTO DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 2002

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O Campeonato Brasileiro de 2002 era composto por 26 times, em que todos se enfrentariam entre si em turno único na primeira fase, totalizando 25 jogos por equipe. As quatro equipes que apresentassem o pior desempenho nesta primeira fase, seriam rebaixadas para a segunda divisão do ano seguinte. Já as oito equipes que apresentassem o melhor desempenho, iriam para a segunda fase, a fase de mata-mata, em que as chaves eram definidas em:

– Quartas-de-final:

CHAVE 1: (primeiro melhor colocado na primeira fase) x (oitavo melhor colocado na primeira fase)

CHAVE 2: (segundo melhor colocado na primeira fase) x (sétimo melhor colocado na primeira fase)

CHAVE 3: (terceiro melhor colocado na primeira fase) x (sexto melhor colocado na primeira fase)

CHAVE 4: (quarto melhor colocado na primeira fase) x (quinto melhor colocado na primeira fase)

– Semifinais:

CHAVE 5: (vencedor da chave 1) x (vencedor da chave 4)

CHAVE 6: (vencedor da chave 2) x (vencedor da chave 3)

– Final:

CHAVE 7: (vencedor da chave 5) x (vencedor da chave 6)

Em todas as chaves da segunda fase, o vencedor se daria em jogos de ida e volta, com o segundo jogo decisivo tendo o mando da equipe que obteve melhor campanha na primeira fase. A equipe que obtivesse melhor campanha na primeira fase, também tinha a vantagem do saldo de gols (por exemplo: se a partida de ida terminasse 2×1 para o time A e a partida de volta terminasse 2×1 para o time B, somando 3×3 no placar geral, iria se classificar a equipe que obteve a melhor campanha na primeira fase). E assim foi bem montado o Brasileirão de 2002, com um dos melhores regulamentos que existiu na história do Brasileirão do mata-mata.

Curiosidade: o Brasileirão de 2002 também foi marcado pelo inédito rebaixamento de duas tradicionais equipes à segunda divisão nacional, o Palmeiras do goleiro Marcos e do Botafogo.

CAMINHADA DAS DUAS EQUIPES ATÉ A GRANDE FINAL

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Corinthians: na primeira fase, o Corinthians se classificou sem sofrer tanto, diferente dos rivais santistas (que você irá conferir logo em seguida). Os corinthianos terminaram com a terceira melhor colocação geral da primeira fase ao somarem 57 pontos em doze vitórias, sete empates e seis derrotas, marcando 37 gols e sofrendo 35. Com isto, o Corinthians enfrentaria o sexto melhor colocado da primeira fase, equipe esta que era o Atlético Mineiro; no primeiro jogo, fora de casa, no Mineirão, o Corinthians aplicou um histórico 6×2 para cima do galo e na volta, no Morumbi, um singelo 2×1 classificou o Corinthians para as semifinais daquele Brasileirão, contra o Fluminense. O primeiro jogo das semifinais foi no Maracanã e terminou 1×0 para o tricolor das laranjeiras, na volta, no Morumbi, o Corinthians venceu por 3×2 o Fluminense e se classificou para a grande final contra os rivais santistas; conforme já explicado, a somatória dos placares terminou 3×3, mas o Corinthians passou por ter a melhor campanha na primeira fase, afinal, havia terminado em terceiro lugar, enquanto o Fluminense tinha terminado em sétimo. As duas partidas da grande final seriam no Morumbi, a primeira com dito mando do Santos e a segunda com dito mando do Corinthians: no primeiro jogo, o Santos ganhou por 2×0 e largava na frente do Corinthians, que precisaria vencer a volta por dois gols ou mais de diferença para ser campeão.

Santos: para se classificar à segunda fase, o Santos sofreu. O time comandado por Émerson Leão terminou em oitavo lugar e só garantiu a última vaga para a próxima fase na última rodada, depois de perder por 3×2 para o São Caetano de Silvio Luiz fora de casa, o Santos terminou em oitavo lugar na tabela da primeira fase, somando 39 pontos em onze vitórias, seis empates e oito derrotas, a mesma pontuação e retrospecto do Cruzeiro, equipe que terminou em nono lugar, mas o Santos se classificou pois tinha um saldo melhor que os celestes, se classificando, assim, para o mata-mata. Nas oitavas-de-final, o Santos iria enfrentar o São Paulo, equipe que havia terminado a primeira fase no topo da tabela e com folga de cinco pontos para o São Caetano, segundo colocado, e era a equipe favorita a se sagrar campeã. Entretanto, como os deuses do futebol odeiam o tal do favoritismo, o Santos desbancou os favoritos tricolores logo nas quartas-de-final, ao vencer por 3×1 a ida na Vila Belmiro e por 2×1 no Morumbi, passando às semifinais contra o Grêmio. Na partida de ida das semifinais, os jovens da vila aplicaram 3×0 sobre os gremistas e foram com folga para o jogo da volta; na segunda partida, realizada no antigo Olímpico Monumental, a vitória tricolor por 1×0 com gol de Rodrigo Fabri não fora suficiente para tirar a vaga santista na grande final contra os rivais corinthianos. Como já dito, as duas partidas da grande final seriam realizadas no Morumbi, a primeira com dito mando do Santos e a segunda com dito mando do Corinthians. Na primeira partida da final, o peixe ganhou por 2×0 e poderia perder por até um gol de diferença para se sagrar campeão brasileiro em 2002.

Desde que começou o Campeonato Brasileiro (1971), o Santos chegava a terceira finalíssima, e não havia conquistado este título ainda, havia perdido para o Flamengo em 1983 e para o Botafogo em 1995. Já o Corinthians chegava a sexta final de Brasileirão de 1971 até 2002, sendo que havia vencido três vezes (1990, 1998 e 1999) e perdido as outras duas, para o Internacional em 1976 e para o Palmeiras em 1994.

Émerson Leão era o técnico do Santos neste Brasileirão

Émerson Leão era o técnico do Santos neste Brasileirão

O JOGO

Um minuto de silêncio antes do jogo, em homenagem a Maria Zilda Natel, esposa do ex-presidente do São Paulo Futebol Clube e ex-governador do estado São Paulo durante o Regime Militar, Laudo Natel (também deveria ser um minuto de silêncio pelo fim do glorioso mata-mata). Apita o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon, rola a bola no Morumbi, começa a última grande decisão da história do Campeonato Brasileiro. Quem dá a saída é o Corinthians. Mal deu a saída e Diego, do Santos, já estava sentindo; o jovem jogador do peixe havia sido poupado dos treinos durante a semana pois havia sentido fortes dores musculares na perna esquerda, foi poupado para poder jogar a grande final, mas já entrou em campo debilitado e estava se arrastando em campo. A primeira chance é do Corinthians, após receber a bola em arremesso de lateral, Gil cruza na cabeça de Guilherme Alves, que subiu livre e obrigou Fábio Costa a fazer uma grande defesa logo com um minuto de jogo! É escanteio para o Corinthians, a zaga do Santos afastou. Logo em seguida, Diego sai para a entrada de Robert.

Dez minutos de jogo, falta para o Santos, era quase um escanteio. Robert na cobrança, ele cruzou na área, Doni não saiu, o zagueiro santista Alex subiu mais que todo mundo na defesa corinthiana para cabecear a bola, Doni faz uma grande defesa e manda a bola para escanteio. O Santos tenta manter o jogo e a posse, já o Corinthians continua vindo com tudo para cima, afinal precisa de gol, de dois gols para erguer a taça.

Já são trinta e seis minutos do primeiro tempo! Robert toca para Léo, o camisa 3 do Santos abre para Robinho no lado direito corinthiano, Robinho carrega e o zagueiro Rogério vem o marcar. Robinho carrega e pedala para cima de Rogério, ele vai passando e se adiantando, no que o zagueiro do Corinthians entra dentro da área, Robinho tenta dribá-lo e passar por ele, Rogério derruba Robinho dentro da área, pênalti claríssimo apontado por Carlos Eugênio Simon, que estava em cima do lance; Robinho, ainda uma promessa, parecia um experiente, já parecia “gente grande” no lance do pênalti. Ele mesmo pediu pra bater. Robinho pegou a bola, colocou na marca da cal, perna direita na bola, sem muita distância, ele cobrou cruzado, rasteiro e forte, no lado direito de Doni, que pulou para o lado esquerdo. Goleiro de um lado, bola do outro, é gol de Robinho, é gol do Santos, que abria o placar e dava um passo imenso na conquista do Brasileirão de 2002!

Robinho comemora o primeiro gol do Santos

Robinho comemora o primeiro gol do Santos

O Corinthians vem ainda mais para cima, agora precisando de três gols para ser campeão, além de que, para isto, não podia tomar mais nenhum. O coringão tenta de todas as formas e até abusa dos chutões no desespero, tudo sem sucesso, o primeiro tempo termina 1×0 para o Santos.

Começa o segundo tempo e é o Corinthians que toma a iniciativa. Com os nervos à flor da pele, o técnico do Santos, Émerson Leão, começa a discutir e a reclamar com um dos bandeirinhas da partida, acusando uma agressão. Leão ficou vários minutos discutindo com o bandeirinha e antes que o Corinthians viesse a cobrar uma falta, Carlos Eugênio Simon expulsou-o de campo. Émerson Leão saiu irritado e logo mandou o árbitro do jogo tomar naquele lugar, xingando tudo e todos pela expulsão. Na sequência, sustos aos santistas, Rogério cobra forte para área do Santos, o santista Paulo Almeida desviou para trás e obrigou com que Fábio Costa fizesse uma grande defesa para evitar o gol contra e de empate. É escanteio para o timão, cruzamento na área, desvio, Fábio Costa espalma e a defesa santista afasta para mais um escanteio. Depois deste lance, os defensores santistas começaram a discutir entre si, o clima esquentou dentro do próprio time. É mais um escanteio para o Corinthians, Rogério cruza no melelê, na cabeça de Fábio Luciano, que cabeceia forte para outra grande defesa de Fábio Costa. Outro escanteio, agora a zaga santista consegue afastar o perigo.

O Corinthians segue pressionando enquanto o Santos tenta dominar as ações no meio. Vem Anderson, camisa 3 do Corinthians, carregando a bola, ele passa para Gil, que segue vindo pelo lado direito do Santos, ele cruza na cabeça de Deivid, que tira com maestria de Fábio Costa para empatar o jogo aos 30 minutos do segundo tempo. Alguns jogadores do Corinthians comemoram, Fábio Costa estava tirando a bola de dentro do gol, mas Leandro, do Corinthians, quer uma reposição rápida, afinal o timão precisa de mais dois gols ainda, faltando menos de vinte minutos para o jogo acabar, nisto, Leandro e Fábio Costa se trombam e se desentendem, com Fábio Costa metendo uma mistura de soco com empurrão no peito de Leandro, que deixou na paz e voltou para o campo de jogo. Deivid volta de sua rápida comemoração e põe a bola de volta no centro de campo. Agora o jogo estava empatado em um gol, mas o título ainda era do alvinegro praiano.

Nove minutos depois, a virada. O Corinthians tentava a jogada pelo meio, até que a bola chega para Gil, o camisa 10 corinthiano, na direita, ele carrega, prende a bola até sofrer a falta de Renato. Gil cobrou curtinho e com pressa para Vampeta, que jogou a bola na área, na cabeça de Anderson, que desviou sem chances para Fábio Costa. Era o gol da virada, gol que colocava ainda mais fogo e emoção no jogo, visto que faltava dez ou menos para o jogo acabar (contando os acréscimos), mas agora, o Corinthians precisava de um gol apenas para ser campeão, enquanto ao Santos restava, ao menos, segurar o placar para sair com o título.

Apesar de ter sofrido dois gols, o goleiro do peixe, Fábio Costa, fez grandes defesas e foi primordial na conquista do título

Apesar de ter sofrido dois gols, o goleiro do peixe, Fábio Costa, fez grandes defesas e foi primordial na conquista do título

O Corinthians vem ainda mais para cima, precisando agora de apenas um gol. Torcida corinthiana grita e se anima, enquanto o torcedor do Santos fica mais apreensivo. Ainda sim, o time do Corinthians tem pressa para o gol, acaba facilitando nos contra-ataques. Doni bate a bola para a frente, a zaga santista corta, a bola cai nos pés de Renato, que sofre a marcação e o desarme, mas a bola sobra para Robinho, que toca para Elano, que devolve para Robinho e ele dispara pelo lado esquerdo corinthiano, ele passa por Anderson, invade a grande área, carrega, toca no meio para Elano que basicamente sem goleiro empurra a bola para dentro das metas corinthianas. É o gol de empate do Santos, que voltava a respirar melhor no jogo aos 44 minutos do segundo tempo e encaminhava ainda mais o título “inédito”.

Podia este ser o gol do título, mas ainda tinha mais. O torcedor santista voltava a gritar e ficar mais aliviado, aquele belo show de faixas e sinalizadores tomavam conta do Morumbi. Logo após o gol, Robert, que havia entrado no lugar de Diego no início do jogo, sai e dá lugar a Michel.

O Corinthians ainda acreditava e partia para cima, mas a missão de fazer dois gols era muito difícil. Émerson Leão subia nas escadas que davam acesso ao gramado para poder acompanhar o título da equipe que ele comandou mais de perto, mas não podia ir além daquilo, pois estava expulso. O tempo regulamentar estourou, Carlos Eugênio Simon concede dois minutos de acréscimo. É falta dura de Léo sobre Marcinho, o santista leva o amarelo. A falta é quase um escanteio, Vampeta lança para área, mas a zaga corta para escanteio. Fábio Costa pede o fim do jogo.

Tem escanteio o timão, Rogério na cobrança, ele joga no miolo da área, Alex tira de cabeça, a bola cai nos pés de Léo que levanta e lança na direita para Robinho, o craque do jogo, que desequilibrou a partida a favor do Santos. O menino Robinho carrega a bola sob a marcação de Kléber, faz uma graça, Vampeta chega também na marcação para ajudar Kléber, que parte para cima de Robinho, mas o menino da vila, em um drible desconcertante limpa os dois marcadores de uma só vez, ele passa para Léo na entrada da área, que ajeita a bola, passa por Anderson e na meia-lua da área corinthiana, basicamente sem marcação, mete a bola na gaveta, fuzila Doni, vira o jogo para o Santos no último lance e dá, com autoridade, o título de campeão brasileiro de futebol do ano de 2002 ao peixe! Os acréscimos já tinham ido para o espaço, saiu o gol da vitória e do título e Carlos Eugênio Simon acabou com o jogo. O Santos era campeão brasileiro pela primeira vez na história… ou sétima vez… não sei qual o seu critério para isto, mas o importante é que o Santos era campeão em um jogão!

PÓS-JOGO

Esta foi a última grande final da história do Campeonato Brasileiro, o Santos conquistava o primeiro Campeonato Brasileiro da história do clube, contando a partir de 1971. No geral, este era o sétimo título nacional santista, contando os outros seis brasileirões unificados do clube. O Corinthians pressionou mais durante esta partida, mas o talento individual dos jovens santistas, principalmente de Robinho, foram fundamentais nesta “inédita” conquista do peixe. A partir de 2003, começou a era dos pontos corridos, e nunca mais tivemos um finalíssima como esta retratada hoje aqui no Jogos “Inenarráveis”. Espero que um dia o sistema de mata-mata volte ao Campeonato Brasileiro!

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Robinho e Diego carregam a taça do Brasileirão de 2002

Robinho e Diego carregam a taça do Brasileirão de 2002

E esta foi a quinta edição do Jogos “Inenarráveis” aqui no blog do Goleiro de Aluguel! Espero que vocês tenham gostado da abordagem daquele que eu considero o último grande jogo da história do Brasileirão, afinal, como é de sempre se imaginar, vieram com a ideia de que precisava de mais justiça para ser campeão, imitaram os europeus, e trouxeram esta desgraça chamada “pontos corridos” ao nosso saudoso Campeonato Brasileiro e podemos dizer que esta conquista do Santos teve papel fundamental nisto, visto que o Santos conquistou o título ao terminar em oitavo lugar na primeira fase, ao ficar com a última vaga para o mata-mata e de maneira sofrida, mas é nestas e outras ocasiões que temos a graça do futebol. Semana que vem, o quadro volta relatando mais um jogo daqueles de tirar o fôlego de qualquer um, até segunda-feira que vem!

JOGO COMPLETO: