O Rogério Ceni é… Recordista… Pra…

Se tem um goleiro brasileiro cheio de história e reconhecido mundo afora pelo que fez dentro de campo, este alguém é o Rogério Ceni. Entretanto, Rogério Ceni também ficou marcado por uma famosa gafe cometida pelo narrador Milton Leite, do SporTV, ao falar que… bem, se você não entendeu o título, talvez você entenda vendo o vídeo abaixo:

Bem, sem mais delongas, vamos começar a falar sobre o maior nome da história do São Paulo. Rogério Mücke Ceni (conhecido por todos como Rogério Ceni) nasceu em Pato Branco, cidade do interior do Paraná, no dia 22 de janeiro de 1973. Entretanto, Ceni cresceu no estado do Mato Grosso e começaria a carreira pelo Sinop, time da cidade de mesmo nome aonde vivia, no ano de 1990. Naquele mesmo ano, ainda sem se profissionalizar, Rogério Ceni foi goleiro titular do Sinop no Campeonato Mato-grossense de 1990 e foi campeão estadual com o modesto Sinop. Este não só foi o primeiro título da carreira de Rogério Ceni, como foi o primeiro título da história Sinop, já dando ares que Ceni seria um goleiro extramente vitorioso!

A primeira partida profissional de Rogério Ceni na carreira e com a camisa do Sinop foi no dia 19 de abril de 1990, contra o Cáceres, em um empate em 1×1. A primeira vitória de Rogério Ceni só veio a ocorrer na quarta partida dele como profissional, em uma goleada do Sinop por 4×0 sobre o Vila Aurora. Pelo Sinop, Rogério fez doze partidas, todas válidas pelo Campeonato Mato-grossense de Futebol de 1990, Ceni sofreu seis gols e somou oito vitórias, dois empates e duas derrotas. Depois daquele estadual, Rogério Ceni, com dezessete anos, seria contratado pelo São Paulo e de lá não sairia mais!

ADENDO: SOBRE A CARREIRA DO GOLEIRO ALEXANDRE, ALEXANDRE ESCOBAR FERREIRA

Quem sabe não teríamos mais um goleiro para falar muito aqui no "Muralhas Lendáras" hoje...

Quem sabe não teríamos mais um goleiro para falar muito aqui no “Muralhas Lendáras” hoje…

Rogério Ceni chegou ao São Paulo como o quarto goleiro do tricolor paulista, atrás de outros dois jovens e a lenda Zetti. Depois de Zetti, o São Paulo tinha Marquinhos, um inexpressivo garoto, e o terceiro goleiro era Alexandre, um promissor goleiro da base são-paulina, que era considerado o “novo Zetti” e tinha tudo para estar no lugar de Rogério Ceni na história, se não fosse um trágico acidente de carro.

Rogério foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1992, sendo reserva de Alexandre. Naquele mesmo ano, Alexandre viraria o segundo goleiro do São Paulo, seria o reserva imediato de Zetti, e teria um papel fundamental na conquista da Libertadores de 1992, a primeira do São Paulo. Nas oitavas-de-final daquela Libertadores, em partida no Centenario contra o Nacional do Uruguai, Zetti foi expulso e Alexandre, usando a camisa número 20, assumiu as metas são-paulinas no meio do jogo, ajudando a segurar a vitória por 1×0 do São Paulo. Na partida de volta, Alexandre seria titular, e, mais uma vez, não sofreu gols e foi fundamental na vitória por 2×0 do São Paulo sobre o Nacional, garantindo a classificação do tricolor paulista às quartas-de-final daquela Copa Libertadores.

Alexandre tinha tudo para ser um grande goleiro, mas aos 20 anos, no dia 18 de julho de 1992, Alexandre voltava de um churrasco com os amigos, sozinho no Kadett branco dele, que fugiu do controle e bateu forte em uma mureta de proteção na rodovia Castelo Branco. Este acidente levou a vida de Alexandre, de um grande goleiro que poderia ter muito mais história para contar.

Dona Marilene, mãe de Alexandre, conta que, em 1992, Zetti estava saindo do São Paulo e indo para um time alemão (ela não se recorda o nome), mas que a transferência de Zetti foi cancelada por conta deste acidente. Ademir de Barros, vulgo Paraná, quem descobriu Alexandre, conta que “se não fosse aquele acidente, talvez ninguém soubesse quem é Rogério Ceni, o Alexandre era muito melhor que ele. Mas não era só no gol que ele era bom, não. Ele era muito bom com os pés. Esse negócio de bater faltas que o Rogério faz, o Alexandre já fazia. O Alexandre jogava como meia também e jogava bem. Melhor que muito meia que está jogando em alguns times aí”. Há relatos que Alexandre era chamado para jogar no ataque quando faltavam jogadores do meio para frente nos treinos.

O próprio Rogério Ceni, no livro “Maioridade Penal: 18 Anos de Anos de Histórias Inéditas da Marca da Cal”, aonde ele conta histórias da carreira, relata: “Alexandre era muito melhor do que eu. Velocidade incrível de movimentos, excelente chute, bonito de ver jogar. Telê Santana adorava! […] Minha carreira, com certeza, seria completamente diferente caso Alexandre não tivesse partido. Ele era apenas um ano mais velho do que eu. Ocuparia a sua posição por muito tempo. Quem sabe até hoje”.

Ao todo, Alexandre jogou sete partidas pelo São Paulo, nunca sofreu gols, e se não tivesse partido tão cedo de forma trágica, quem sabe a história de Rogério Ceni não fosse diferente…

VOLTANDO A CARREIRA DE ROGÉRIO CENI…

Rogério Ceni no Sinop

Rogério Ceni no Sinop

Rogério Ceni continuou na base do São Paulo. Depois de ter sido reserva e vice da Copinha em 1992, Rogério Ceni foi titular e campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1993, em cima do Corinthians, em uma vitória tricolor por 4×3, naquela que é considerada a melhor final da história do torneio de juniores. No jogo, Rogério Ceni fez duas grandes defesas, mas falhou no terceiro gol do coringão. Foi o primeiro título do São Paulo na copinha. Neste mesmo ano de 1993, no dia 25 de junho, Ceni fez a estreia dele no elenco principal do São Paulo, em partida contra o Tenerife válido pelo Torneio Santiago de Compostela, em que o São Paulo venceu por 4×1 e Rogério Ceni defendeu um pênalti no jogo. O São Paulo seria campeão deste torneio.

Ainda que não tenha jogado jogo algum, Rogério Ceni conquistou a tríplice coroa da América do Sul em 1993, sendo campeão da Libertadores, da Supercopa Libertadores e da Recopa Sulamericana, além do Mundial Interclubes contra o Milan. Em 1994, Rogério continuaria na reserva de Zetti, mas com certo destaque agora, afinal ele seria o goleiro titular do São Paulo na Copa Conmebol daquele ano. Por conta da Copa Conmebol conflitar o calendário com o Campeonato Brasileiro, coube a Muricy Ramalho, auxiliar-técnico de Telê Santana na altura, montar um time com jovens promessas, jogadores do elenco profissional sem muitas oportunidades e alguns veteranos.

A Copa Conmebol, competição que já começava nas oitavas-de-final, fase em que o “expressinho”, como ficou conhecida esta equipe são-paulina, eliminou o Grêmio de Felipão e Danrlei, após empatar em casa e fora sem gols e vencer por 6×5 nos pênaltis, com Rogério convertendo uma das cobranças e sendo decisivo ao defender a cobrança de Luís Carlos. Nas quartas-de-final, o São Paulo eliminou o Sporting Cristal do Peru, ao vencer a ida no Morumbi por 3×1 e empatar sem gols na volta. As semifinais foram contra o Corinthians e o “expressinho” continuou a jogar. Na primeira partida, o São Paulo venceu os rivais no Pacaembu por 4×3, na volta, em casa, no Morumbi, perdeu por 3×2, com o placar agregado em 6×6, a decisão foi para os pênaltis. Rogério havia falhado em dois gols dos três do Corinthians, mas se redimiu nos pênaltis, defendendo duas cobranças e convertendo uma delas. O São Paulo venceu por 5×4 e foi para a grande final! O adversário foi o Peñarol, e o tricolor aplicou um grandioso 6×1 na ida no Morumbi. Na volta, perderam por 3×0, mas a goleada não tirou o título tricolor. Em um ano em que o elenco titular ficou no “quase” sendo eliminado nas quartas-de-final do Brasileirão e sendo vice da Libertadores, os ainda modestos jogadores do “expressinho” trouxeram o único título do São Paulo em 1994 e este foi o primeiro título de Rogério Ceni como goleiro titular do tricolor do Morumbi.

O "expressinho" campeão da Copa CONMEBOL de 1994.

O “expressinho” campeão da Copa CONMEBOL de 1994.

Em 1995 e 1996, Rogério seguiu na reserva de Zetti e quase nem jogou. Em 1997, Zetti saiu do São Paulo e foi para o Santos. O São Paulo correu atrás de goleiro e contratou Roger Noronha, que estava no Flamengo, mas Rogério Ceni queria a vaga de titular para ele. Quando pensou-se que Roger Noronha seria o novo titular do São Paulo, aconteceu que Rogério Ceni virou o titular do tricolor e manteve-se a posição por longos anos.

Naquele ano de 1997, o São Paulo foi vice-campeão paulista de forma melancólica: o torneio era composto por dezesseis times, divididos em dois grupos. Cada time enfrentaria os outros da mesma chave em turno único e enfrentaria também os times da outra chave em dois turnos, somando 23 jogos na primeira fase. As duas melhores equipes de cada grupo, iriam para um quadrangular final, e quem terminasse este quadrangular em primeiro, seria campeão. O São Paulo terminou em segundo no Grupo B, com dez vitórias, dez empates e três derrotas, e se classificou para o quadrangular final, junto com Corinthians, Palmeiras e Santos, e iria enfrentar cada uma das equipes em turno único para ver quem seria o campeão. Após ganhar de Santos e Palmeiras, o São Paulo empatou com o Corinthians em 1×1 e os rivais alvinegros ficaram com o título por ter campanha melhor na primeira fase, por isto o São Paulo foi vice, mesmo tendo o mesmo número de pontos e saldo de gols melhor que o do rival no quadrangular final.

Ainda sim, este Paulistão representa um marco importantíssimo na carreira de Rogério Ceni: no dia 15 de fevereiro de 1997, em partida contra o União São João de Araras, válida pela segunda rodada da primeira fase, Rogério Ceni anotou o primeiro gol da carreira, em uma cobrança de falta, abrindo o placar para o São Paulo aos 45 do primeiro tempo, “Não sabia nem para onde correr, porque foi algo inusitado no futebol brasileiro”, disse Rogério depois, que marcava o primeiro gol após ter falhado em outras quatro cobranças de falta. No segundo tempo, Serginho, de pênalti, ainda ampliou e garantiu a vitória tricolor por 2×0.

Aquele ano não foi muito feliz para o São Paulo, que não ganhou títulos, nem fez grandes campanhas, mas para Rogério Ceni foi marcante, pois ele virou titular do São Paulo, marcou gols (além deste contra o União São João, marcou naquele ano mais dois, ambos de falta e em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro de 1997. Primeiro, contra o Botafogo, em um empate em 2×2, depois, em um empate em 4×4 com o Paraná Clube) e ganhou as primeiras (das poucas que teve) chances na seleção brasileira! Rogério Ceni foi convocado pelo técnico Zagallo para a Copa das Confederações daquele ano e lá Rogério fez a estreia dele com a seleção em uma vitória por 3×2 sobre o México de Oswaldo Sánchez (o Brasil se sagrou campeão daquela Copa das Confederações).

Em 1998, Rogério ganhou o primeiro Paulistão da carreira, com o tricolor fazendo a melhor campanha na primeira fase, passando pelo Palmeiras nas semifinais e vencendo os rivais do Corinthians na final. E dá-lhe mais gols para a carreira de Rogério naquele Paulistão, sendo um deles no clássico contra o Santos na primeira fase, aonde Rogério cobrou no canto de Zetti, ex-São Paulo, para empatar um jogo que terminou em 2×1 para os tricolores.

Rogério Ceni comemora o gol que acabara de marcar contra o Santos, relatado no parágrafo anterior a esta imagem.

Rogério Ceni comemora o gol que acabara de marcar contra o Santos, relatado no parágrafo anterior a esta imagem.

No mais, o São Paulo não fez grandes campanhas nos demais torneios que disputou, no máximo um vice-campeonato, em final perdida para o Botafogo no Torneio Rio-São Paulo, além disto, apenas eliminações precoces. Entretanto, Rogério Ceni fez boas atuações neste ano e, após a Copa do Mundo de 1998, com a saída de Zagallo e a entrada de Vanderlei Luxemburgo no comando da seleção, Rogério Ceni virou titular absoluto e de confiança do Luxa… até o dia que ele falhou e foi “arrogante” ao ponto de não assumir as próprias falhas (vamos tratar deste jogo mais pra frente).

Neste ano de 1998, Rogério poderia ter feito ainda mais gols de falta, mas durante o período em que Mário Sérgio foi técnico do São Paulo, Rogério foi barrado de cobrar faltas por filosofia do treinador. Rogério ainda estava quebrando este paradigma de deixar os goleiros baterem faltas e pênalti e Mário Sérgio foi o único treinador da carreira de Rogério que o barrou de cobrar faltas.

Em 1999, o São Paulo fez uma grande campanha na primeira fase do Campeonato Paulista e passou para as semifinais, mas após ser goleado por 4×0 no Pacaembu e empatar em 1×1 no Morumbi com o Corinthians, o São Paulo caiu nas semifinais do torneio estadual. O Corinthians foi o grande algoz do São Paulo neste ano, eliminando o tricolor do Morumbi também nas semifinais do Brasileirão, vencendo os dois primeiros jogos e nem precisando de terceiro jogo. O primeiro jogo, foi uma vitória por 3×2 do Corinthians no Morumbi, em um jogão em que Dida defendeu dois pênaltis do Raí no jogo e depois, o Corinthians venceu por 2×1 a volta e foi para a grande final.

No Paulistão de 1999, Ceni anotou o primeiro gol de pênalti da carreira, que ocorreu em um clássico contra o Palmeiras terminado em 4×4. Foi o primeiro gol de pênalti, ao todo, o sétimo na carreira de Rogério Ceni. Neste mesmo Paulistão, Ceni anotou a primeira “dobradinha” da carreira, anotando dois gols no mesmo jogo, sendo um gol de falta e outro de pênalti, respectivamente, em partida vencida pelo São Paulo por 2×1 contra o Inter de Limeira.

EXPLICANDO AS POUCAS CHANCES DE ROGÉRIO CENI NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Rogério Ceni em um dos poucos jogos que fez com a seleção brasileira. Na foto, ele se ajeita para cobrar uma falta em partida válida pela 10ª rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 entre Brasil e Colômbia, resultado: Brasil 1x0 Colômbia.

Rogério Ceni em um dos poucos jogos que fez com a seleção brasileira. Na foto, ele se ajeita para cobrar uma falta em partida válida pela 10ª rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 entre Brasil e Colômbia, no Morumbi, resultado: Brasil 1×0 Colômbia.

Conforme dito anteriormente, Rogério Ceni passaria a ser titular da seleção brasileira com Vanderlei Luxemburgo no comando, Ceni estava disputando amistosos e tudo veio abaixo em um amistoso da seleção brasileira contra a equipe do Barcelona de Ruud Hesp. O Brasil saiu ganhando com um gol de Ronaldo, o fenômeno (ainda chamado de Ronaldinho), mas ainda no primeiro tempo o Barcelona empatou com um gol de Luis Henrique, que botou para dentro após uma falha de Rogério Ceni no cruzamento de Zenden. Ainda no primeiro tempo, o Brasil fez o segundo com Rivaldo, que jogava no Barcelona, mas no amistoso estava a defender a seleção brasileira.

Aos 18 do segundo tempo, falta para o Barcelona, Luís Figo na cobrança, ele cobrou em cima de Rogério Ceni, que soltou uma bola fácil, deixou a bola escapar e Cocu botou pra dentro. Ficou nisto e o jogo terminou empatado em 2×2.

Pior que ter falhado foi o fato de Rogério Ceni não ter admitido as falhas no jogo depois da partida em entrevista, completou que o campo e a bola molhado foram culpados pela falha dele e que havia feito uma grande atuação. Isto não agradou Vanderlei Luxemburgo, que passaria a colocar Dida nas titularidades brasileiras e só viria a voltar a convocar Rogério Ceni para um jogo com o Brasil mais de um ano depois.

CASO SANDRO HIROSHI

Eis aqui o responsável pela Copa João Havelange, ou o Campeonato Brasileiro de 2000, um dos vários campeonatos com regulamento bisonho da história do nosso futebol.

Eis aqui o responsável pela Copa João Havelange, ou o Campeonato Brasileiro de 2000, um dos vários campeonatos com regulamento bisonho da história do nosso futebol.

Neste Brasileirão de 1999, o São Paulo foi o grande pivô do caso Sandro Hiroshi, um ex-atacante que jogou duas partidas de maneira irregular no Brasileirão. Sandro Hiroshi chegou ao São Paulo logo após o Campeonato Paulista de 1999 vindo do Rio Branco, time da cidade paulista de Americana. Sandro começou a carreira no Tocantinópolis, que exigiu parte da quantia nesta transferência, como não havia recebido nada, a transferência foi considerada, pelos advogados do Tocantinópolis, irregular, já o Rio Branco considerou a transferência normal pelo fato de Sandro Hiroshi ter sido transferido ainda como juvenil.

Para evitar mais problemas, a CBF determinou que o passe de Sandro Hiroshi fosse bloqueado, a fim de não envolver mais clubes e que ele se transferisse para outro time enquanto este problema jurídico entre Rio Branco e Tocantinópolis não fosse resolvido. Só que Sandro Hiroshi atuou contra Botafogo e Internacional depois disto, jogando de maneira irregular. O Botafogo, que havia perdido de 6×1 para o São Paulo, entrou no Tribunal de Justiça Desportiva pedindo anulação do resultado e foi atendido. Os três pontos que o São Paulo havia conquistado sobre o Botafogo, passaram para o time carioca. Posteriormente, o Inter fez o mesmo e, como havia empatado em 1×1 com o São Paulo, o ponto que o tricolor havia conquistado, passou para o clube gaúcho. O São Paulo tentou recorrer da decisão, mas não obteve sucesso.

Nas investigações, “pra ajudar”, foi apurado que Sandro Hiroshi havia adulterado os documentos dele e que jogava com documentos falsificados desde 1994. No caso, o São Paulo foi punido não só pela transferência irregular, mas também pelo fato do jogador estar atuando documentos falsos. Com isto, Sandro Hiroshi pegou pena de 180 dias fora dos gramados e ainda chegou a ser processado por falsidade ideológica.

O problema maior foi que o critério adotado para o rebaixamento naquele Brasileirão, algo inédito na história do nosso torneio nacional até hoje: foi o chamado promédio, as quatro equipes que apresentassem a pior média de pontos nos Brasileirões de 1998 e 1999 seriam rebaixadas à segunda divisão do ano seguinte. Se os resultados dentro do campo tivessem sido mantidos, o Botafogo teria sido rebaixado à segundona, mas, como eles ganharam os três pontos, acabaram se salvando e o Gama seria rebaixado no lugar do time carioca. O time de Brasília não gostou nada do resultado (com toda razão) e acabaram indo à Justiça Comum para evitar o rebaixamento. Aconteceu que a Justiça Comum determinou que a CBF não poderia realizar o Campeonato Brasileiro em 2000, e assim surgiu a Copa João Havelange, que foi o Brasileirão de 2000, organizado pelo Clube dos Treze.

MAIS UMA VEZ, VOLTANDO A CARREIRA DE ROGÉRIO CENI…

Rogério Ceni usando uma bela camisa personalizada em 2000, um dos últimos resquícios da época de belos uniformes do futebol.

Rogério Ceni usando uma bela camisa personalizada em 2000, um dos últimos resquícios da época de belos uniformes do futebol.

Em 2000, o São Paulo voltou a ser campeão paulista vencendo o Santos na final. Venceu a ida da final por 1×0 (com dito mando do Santos) e empatou a volta em 2×2 para ser campeão (ambos os jogos foram no Morumbi), sendo que no jogo decisivo, o primeiro gol foi anotado por Rogério Ceni em cobrança de falta, este havia sido o décimo sexto gol de Ceni na carreira.

Copa do Brasil. Provavelmente o único título que faltou para Rogério Ceni e para o São Paulo, que esteve tão perto no ano 2000, quando o São Paulo chegou na final e perdeu para o Cruzeiro, em um jogão emocionante e histórico, em que o São Paulo estava sendo campeão até um gol de falta de Geovanni aos 45 do segundo tempo, garantindo o tricampeonato ao Cruzeiro. Aquela foi a melhor campanha de Rogério Ceni e do São Paulo na Copa do Brasil.

Neste ano, Rogério Ceni voltou a atuar pela seleção brasileira, e isto foi no dia 3 de setembro de 2000, em uma partida que o Brasil venceu a Bolívia por 5×0 no Maracanã, válido pela 8ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Rogério também atuou na 9ª rodada, em que o Brasil venceu a Venezuela fora de casa por 6×0 e contra a Colômbia na 10ª rodada, e os brasileiros venceram os colombianos no Morumbi por 1×0 com um gol de cabeça do Roque Junior aos 47 do segundo tempo, em que a torcida protestou durante o jogo por conta do Brasil não estar a fazer boas campanhas nas eliminatórias. Nesta partida contra os colombianos, Rogério Ceni, pela primeira vez, cobrou uma falta pela seleção brasileira, mas não fez gol (Ceni não conseguiu anotar gols pela seleção brasileira nas poucas partidas que realizou).

Ainda em 2000, Rogério Ceni virou capitão do time do São Paulo após Raí se aposentar. Ao final daquele ano, Rogério Ceni ganhou a primeira Bola de Prata da carreira (prêmio dado pela Revista Placar para o melhor por posição), Rogério voltaria a ganhar em 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008, sendo que em 2008 ele ganhou a Bola de Ouro da Revista Placar, dado ao melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Rogério Ceni é o maior vencedor da Bola de Prata.

Após defender uma cabeçada com a mão fora da área, Simon expulsa Rogério Ceni em partida contra o Vasco, válida pela 26ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 2001. Rogério foi expulso logo no sexto minuto de partida, Roger havia sentido e não foi relacionado, quem entrou foi o jovem goleiro Alencar, terceiro goleiro e que só havia jogado quatro jogos com a camisa do São Paulo. Quando Rogério foi expulso, a partida estava 0x0... terminou 7x1 para o Vasco, com Alencar sendo o vilão do jogo e jogando muito mal. Esta foi a última vez que Alencar vestiu a camisa do São Paulo.

Após defender uma cabeçada com a mão fora da área, o árbitro Carlos Eugênio Simon (hoje comentarista na Fox Sports) expulsa Rogério Ceni em partida contra o Vasco, válida pela 26ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 2001. Rogério foi expulso logo no sexto minuto de partida, Roger havia sentido e não foi relacionado, quem entrou foi o jovem goleiro Alencar, terceiro goleiro e que só havia jogado quatro jogos com a camisa do São Paulo. Quando Rogério foi expulso, a partida estava 0x0… terminou 7×1 para o Vasco, com Alencar sendo o vilão do jogo e jogando muito mal. Esta foi a última vez que Alencar vestiu a camisa do São Paulo.

O ano de 2001 foi fraco para Ceni no tocante à títulos, visto que o máximo que ele conseguiu foi ser campeão do Torneio Rio-São Paulo na reserva de Roger Noronha. No mais, o São Paulo foi vice da extinta Copa dos Campeões, perdendo a final para o Flamengo e foi eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Grêmio, que viria a ser campeão. No Brasileirão, o São Paulo foi eliminado para o Atlético Paranaense do goleiro Flávio nas quartas-de-final, um jogo importante na trajetória do furacão rumo ao título e que ficou marcado com o Cocito quebrando o Kaká.

Em 2002, o São Paulo foi campeão paulista de uma forma que não foi muito bem aceita e aquele regulamento pendurou apenas naquele ano, o chamado regulamento do “Supercampeonato”. Funcionou assim, as ditas equipes “grandes” paulistas disputariam o Torneio Rio-São Paulo (Corinthians, Guarani, Palmeiras, Paulista de Jundiaí, Ponte Preta, Portuguesa, Santos, São Caetano e São Paulo) não iriam disputar o Campeonato Paulista, para não serem sobrecarregadas nas datas. O regulamento previa que o campeão paulista iria para o Supercampeonato Paulista disputar o título estadual junto com os três melhores times paulistas do Torneio Rio-São Paulo. No final, o Ituano foi campeão paulista e iria disputar o Supercampeonato junto com Corinthians, Palmeiras e São Paulo e o tricolor do Morumbi foi campeão estadual de 2002 graças ao Supercampeonato: um torneio curto, fraco, cheio de críticas e de público vazio. Esta também foi a última edição do Torneio Rio-São Paulo.

Rogério Ceni foi convocado para a Copa do Mundo de 2002, aonde o Brasil se saiu campeão, mas Ceni foi apenas o terceiro goleiro da seleção, camisa 22, e não jogou um minuto sequer. Marcos foi o goleiro titular e jogou todas as partidas. No ano de 2002, Rogério Ceni só jogou uma partida com a seleção brasileira, foi em um amistoso perdido para o Paraguai por 1×0, que foi o último jogo de Luiz Felipe Scolari no comando da seleção brasileira na primeira passagem dele pela nossa seleção.

Da esquerda para a direita: Marcos, Rogério Ceni e Dida, os goleiros campeões do mundo com a seleção brasileira em 2002.

Da esquerda para a direita: Marcos, Rogério Ceni e Dida, os goleiros campeões do mundo com a seleção brasileira em 2002.

No Brasileirão de 2002, o último Brasileirão bom e digno da história do nosso futebol, o São Paulo terminou a primeira fase em primeiro lugar, somando 52 pontos em 25 jogos e sendo favorito para ganhar o título… mas o São Paulo caiu logo nas quartas-de-final da fase de mata-mata, com o Santos de Fábio Costa vencendo a ida na Vila Belmiro por 3×1 e por 2×1 no Morumbi, eliminando o São Paulo naquele que seria o último Brasileirão da era do mata-mata.

2003 foi um ano fraco para o São Paulo, que o máximo que conseguiu foi o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2003, o primeiro da era pontos corridos. Com este resultado o São Paulo voltou a disputar uma Copa Libertadores, algo que o tricolor paulista não conseguia desde 1994. Além disto, o São Paulo também se classificou para a Copa Sulamericana de 2004, a segunda edição do torneio, e a primeira com times brasileiros. Apesar do ano fraco, Rogério Ceni foi eleito o melhor goleiro do Brasileirão daquele ano.

2004 é um ano em que os são-paulinos lamentam muito por causa da Libertadores daquele ano, aonde o São Paulo já vivia um grande momento, apresentava um grande futebol e chegava à semifinal do torneio, aonde enfrentaram o Once Caldas, mas, mesmo com a torcida já planejando ir ao Japão para a disputa do Mundial, o São Paulo foi eliminado pelo time colombiano e futuro campeão, sendo eliminado após empatar sem gols a ida no Morumbi e perder na altitude por 2×1, sendo que o São Paulo jogou melhor e no segundo gol do Once Caldas, o autor gol, Agudelo, estava impedido; pra ajudar, o gol da vitória do time colombiano, além de irregular, foi aos 45 do segundo tempo.

Rogério fez os dois primeiros gols dele na Libertadores em 2004, sendo o primeiro contra o Alianza Lima, vencido pelo São Paulo por 2×1 (partida válida pela fase de grupos) e outro contra o Deportivo Táchira, em vitória por 3×0 (partida válida pelas quartas-de-final). Ambos os gols foram de falta.

Rogério Ceni defende o pênalti de Irace, do Rosário Central, decisivo para classificar o São Paulo para as semifinais da Libertadores de 2004.

Rogério Ceni defende o pênalti de Irace, do Rosário Central, decisivo para classificar o São Paulo para as semifinais da Libertadores de 2004.

Nos demais campeonatos, o São Paulo não passou das prévias na Sulamericana, foi eliminado nas quartas-de-final do Paulistão de 2004 para os futuros campeões, o São Caetano de Silvio Luiz, e, por estar disputando a Libertadores, o São Paulo não participou da Copa do Brasil de 2004. No Brasileirão, assim como em 2003, o São Paulo terminou na terceira colocação.

Agora, deveria ter um artigo para o torcedor são-paulino que estiver lendo isto apenas para falar do ano de 2005, um ano inesquecível desde o Paulistão, que era disputado por vinte times em sistema de pontos corridos (turno único) e o São Paulo se sagrou campeão com folga. Até o presente dia deste artigo, este foi o último estadual do São Paulo. Já em paralelo com o estadual, o São Paulo disputava a Libertadores da América, estava no Grupo 03, junto com Quilmes (Argentina), Universidad de Chile (Chile) e The Strongest (Bolívia) e o São Paulo terminara em primeiro lugar na chave, vencendo as três dentro do Morumbi e empatando os jogos fora de casa. Nas oitavas-de-final, o São Paulo pegou um grande rival, o Palmeiras, aonde o tricolor venceu os dois jogos para passar de fase, vencendo a ida no Palestra Itália por 1×0 e a volta no Morumbi por 2×0 (neste segundo jogo, Rogério Ceni anotou o primeiro gol do tricolor, em cobrança de pênalti). Nas quartas, enfrentou o Tigres, vencendo por 4×0 a ida no Morumbi (Rogério Ceni anotou o primeiro e o terceiro gol do São Paulo na partida, ambos em cobrança de falta) e a derrota por 2×1 no México não foi suficiente para eliminar o São Paulo, que avançou para as semifinais, contra o River Plate. A ida foi no Morumbi, e o São Paulo venceu os argentinos por 2×0 (o segundo gol do São Paulo foi de Rogério Ceni, de pênalti) e no Monumental de Núñez, o São Paulo voltou a vencer o River, por 3×2, para ir a grande final da Libertadores, contra outro time brasileiro, o Atlético Paranaense. A ida, fora de casa, no Beira-Rio, em um estádio relativamente vazio, o São Paulo arrancou um empate em um gol e iria decidir em casa o título, aonde o São Paulo goleou o furacão, aplicando um baile por 4×0 e se sagrando tricampeão da Libertadores. Rogério Ceni, o capitão e, junto com Luizão, artilheiro do São Paulo naquela Libertadores com cinco gols, levantou a taça!

ADENDOS SOBRE A FINAL DA LIBERTADORES DE 2005

Torcida do Atlético Paranaense protesta no Beira-Rio por não terem mandado a partida de ida da final da Libertadores de 2005 na Arena da Baixada.

Torcida do Atlético Paranaense protesta no Beira-Rio por não terem mandado a partida de ida da final da Libertadores de 2005 na Arena da Baixada.

A primeira partida da final da Libertadores foi em Porto Alegre/RS, no Beira-Rio (estádio do Internacional) e não em Curitiba/PR porque, segundo as regras da CONMEBOL, as duas partidas da final devem ser disputadas em estádios com capacidade igual ou superior a 40.000 pessoas, como a Arena da Baixada não comportava tal capacidade (sequer tinha 30.000 lugares), o São Paulo entrou com uma liminar na CONMEBOL impedindo que a primeira partida da final fosse realizada na Arena da Baixada.

O Atlético tentou de todas as formas reverter isto, tentando construir arquibancadas extras e móveis às pressas, tentando ampliar a capacidade para 41.000 pessoas, mas não deu certo mais por conta das pressões políticas que o São Paulo realizou, visto que haviam laudos e certificados do CREA, Polícia, Bombeiros e afins que comprovavam que as novas instalações na Arena eram seguras. Além disto, antes mesmo do Atlético se classificar à final, o Couto Pereira já havia apresentado a CONMEBOL um laudo dizendo que o estádio não tinha capacidade igual ou superior aos 40.000 exigidos, porém, a direção atleticana nunca tentou realizar empréstimos do Couto Pereira ao Coritiba e nem do Pinheirão junto a Federação Paranaense de Futebol e o Paraná Clube.

Resultado foi que a primeira partida da final foi muito longe de Curitiba, foi em Porto Alegre e há quem diga que a transferência de campo foi fundamental para a conquista do São Paulo, visto que o tricolor do Morumbi nunca venceu o Atlético Paranaense na Arena da Baixada e naquela época, a Arena da Baixada, aliada a torcida atleticana (que fez belas festas na Arena até a modernização do estádio) tinha o apelido de “Caldeirão do Diabo” visto a força que o furacão tinha dentro de seus domínios. 45 dias depois da final, Atlético Paranaense e São Paulo voltaram a se enfrentar, pela 21ª rodada do Brasileirão de 2005, agora sim na Arena da Baixada, aonde os rubro-negros venceram o São Paulo por 4×2, mostrando que a história poderia ser diferente caso a primeira partida fosse realizada na Arena da Baixada.

SEM MAIS POLÊMICAS POR ENQUANTO, VOLTANDO A CARREIRA DE CENI…

Com a polêmica acima retratada ou não, o São Paulo é tricampeão da América do Sul e isto é inegável, com isto o São Paulo, que não havia disputado a Copa do Brasil por estar na Libertadores e havia dado “trégua” no Brasileirão de 2005 por conta do título continental, foi disputar o Mundial Interclubes no Japão e lá faria ainda mais história. Depois do evento-teste em 2000 e do fim da Copa Intercontinental em 2004, o Mundial passou a abranger times campeões de todos os continentes, os times que participaram foram:

– São Paulo (Brasil, campeão da Copa Libertadores da América de 2005)

– Liverpool (Inglaterra, campeão da UEFA Champions League 2004/2005)

– Sydney FC (Austrália, campeão da OFC Champions League 2004/2005)

– Deportivo Saprissa (Costa Rica, campeão da CONCACAF Champions League 2004/2005)

– Al-Ahly (Egito, campeão da CAF Champions League de 2005)

– Al-Ittihad (Arábia Saudita, campeão da AFC Champions League de 2005)

* O evento não contava com a presença de um representante do país-sede, algo que só veio a ocorrer em 2007.

O São Paulo já começava nas semifinais, aonde enfretaram o Al-Ittihad comandado pelo brasileiro Tcheco. O tricolor sofreu um sufoco, mas venceu por 3×2 para ir a grande final, sendo que neste jogo, Rogério Ceni anotou o terceiro gol do São Paulo aos 12 minutos do segundo tempo em cobrança de pênalti. Ali, Rogério Ceni se tornara o primeiro (e até agora único) goleiro da história dos Mundiais Interclubes a marcar um gol. Com esta vitória por 3×2, o São Paulo foi para a final do Mundial Interclubes, aonde enfrentaria o Liverpool. Os europeus, que não sofriam gols há onze jogos, perderam a invencibilidade aos 22 minutos do primeiro tempo, com Mineiro, volante e homem-surpresa, se infiltrando no meio da defesa do Liverpool e colocando a bola para dentro do gol de Pepe Reina e abrindo o placar para o São Paulo. Depois dali, o São Paulo chegou vagarosamente no gol dos reds, já o Liverpool pressionou, mas não conseguiu furar Rogério Ceni, que foi um paredão no jogo marcado pelas grandes defesas do goleiro são-paulino, especialmente aquela em cobrança de falta do Gerrard. O São Paulo ganhou por 1×0 e se sagrou tricampeão do mundo, com Rogério Ceni, capitão, levantando a taça e sendo o melhor jogador da partida e do torneio. Mesmo com este ano brilhante, como todos sabem que as premiações de melhores do mundo são apenas para europeu ver, Rogério Ceni teve de se contentar com a posição de nono melhor goleiro do mundo neste ano, assim como o restante do elenco do São Paulo, que não teve ninguém na seleção do mundo do ano de 2005.

Seria esta defesa na final do Mundial de 2005 a mais marcante de Rogério Ceni?

Seria esta defesa na final do Mundial de 2005 a mais marcante de Rogério Ceni?

Com toda esta caminhada gloriosa, Rogério Ceni voltou a jogar pela seleção brasileira. Algo que não acontecia desde 21 de agosto de 2002. Rogério jogou pela seleção em 2005, apenas um jogo, em 27 de abril daquele ano, um amistoso contra a Guatemala vencido por 3×0 pelo Brasil no Pacaembu, jogo que marcou a despedida de Romário da seleção brasileira. Neste mesmo ano, Rogério Ceni se tornou o jogador que mais vestiu a camisa do São Paulo, recorde que antes pertencia a Waldir Peres que tinha 617 jogos, o recorde foi quebrado no dia 27 de julho, em uma partida válida 15ª rodada do Brasileirão de 2005, contra o Atlético Mineiro no Mineirão, que terminou empatada em 0x0.

O ano de 2005 foi a temporada em que Rogério anotou mais gols, somando 21.

Em 2006, o São Paulo teve de se contentar com o vice-campeonato paulista, ainda que tenha tido o melhor ataque e tenha sido a única equipe a marcar em todas as partidas, mas um ponto a menos fez a equipe perder o torneio para o Santos. O São Paulo também não conseguiu conquistar a Recopa Sulamericana neste ano contra o Boca Juniors, em que os argentinos e campeões da Sulamericana em 2005 conquistaram após vencer a ida em casa por 2×1 e empatar em 2×2 no Morumbi. No Brasileirão, o São Paulo começou uma supremacia histórica, sendo campeão do Campeonato Brasileiro de 2006 com folga, somando 22 vitórias, 12 empates e somente quatro derrotas, tendo melhor ataque e defesa da competição, além de nove pontos de vantagem ao segundo colocado (Internacional de Porto Alegre, do goleiro Clemer), este título fez com que Rogério se tornasse o jogador com mais títulos da história do São Paulo.

Na Libertadores, o São Paulo, já classificado por ser o atual campeão, caiu no Grupo 01, junto com Chivas Guadalajara do México, Caracas da Venezuela e Cienciano do Peru e passou para o mata-mata após somar quatro vitórias e duas derrotas, terminando em primeiro lugar no grupo. Assim como um ano antes, nas oitavas-de-final o São Paulo enfrentou o Palmeiras e passou pelos rivais, agora empatando a ida no Palestra Itália em 1×1 e vencendo por 2×1 no Morumbi, sendo que o gol da vitória e da classificação tricolor saiu dos pés de Rogério Ceni cobrando pênalti. Nas quartas-de-final, contra o Estudiantes, o São Paulo perdeu a ida no Centenario por 1×0, mas devolveu o placar na volta e venceu por 4×3 nos pênaltis, com Rogério Ceni pegando uma cobrança. Nas semifinais, o São Paulo foi soberano sobre o Chivas Guadalajara, vencendo no Jalisco por 1×0 e no Morumbi por 3×0 (nesta partida, Rogério defendeu um pênalti quando o jogo estava empatado sem gols). A final, como em 2005, foi contra um time brasileiro, contra o Internacional de Porto Alegre, mas desta vez, a sorte não sorriu aos tricolores, que perderam a primeira no Morumbi por 2×1, com dois gols de Rafael Sóbis, e um empate por 2×2 na volta no Beira-Rio não foi suficiente para tirar o título do time colorado.

Este ano de 2006, assim como tantos outros, foi histórico para Rogério Ceni, que se tornou o maior goleiro-artilheiro da história ao bater o recorde que era de Chilavert ao fazer o 63º gol na carreira (alguns dizem que foi o gol acima relatado contra o Palmeiras na Libertadores, mas, de maneira oficial, o 63º gol de Rogério Ceni saiu em jogada oriunda de cobrança de falta em partida contra o Cruzeiro válida pela 18ª rodada do Brasileirão de 2006. Este jogo contra o Cruzeiro terminou 2×2, Rogério Ceni fez os dois gols tricolores da partida, sendo o primeiro de falta e o segundo de pênalti. Além de ter feito dois gols e ter batido o recorde, Rogério Ceni também defendeu um pênalti neste jogo). Rogério Ceni foi convocado para a Copa do Mundo de 2006 como reserva de Dida e chegou a atuar por alguns minutos, quando entrou aos 37 do segundo tempo no lugar de Dida para terminar a partida que estava 4×1 para o Brasil contra o Japão válida pela última rodada do Grupo F, e Rogério pouco fez nos minutos finais, sendo aquela a última aparição de Rogério Ceni com a seleção brasileira.

Rogério Ceni entra no lugar de Dida nos minutos finais de uma partida da seleção brasileira válida pela última rodada do Grupo F. Resultado: Brasil 4x1 Japão.

Rogério Ceni entra no lugar de Dida nos minutos finais de uma partida da seleção brasileira válida pela última rodada do Grupo F. Resultado: Brasil 4×1 Japão.

No Paulistão de 2007, o São Paulo outra vez chegou perto, mas após grande primeira fase, foi eliminado pelo São Caetano depois de empatar em um gol a ida fora de casa e perder por incríveis 4×1 dentro do Morumbi na volta. Na Libertadores, o São Paulo terminou em segundo no Grupo 02 e foi para as oitavas-de-final e, se em 2006 foram vítimas do Internacional, em 2007 caíram, já nas oitavas-de-final, para outro time gaúcho, o Grêmio, após vencer no Morumbi por 1×0 e sofrer a virada na volta no Olímpico Monumental. São Paulo também participou da Sulamericana, mas foi eliminado pelo Milionarios da Colômbia nas quartas-de-final. As glórias mesmo estavam reservadas para o São Paulo no Brasileirão, que conquistou o bicampeonato, mais uma vez com muita folga, somando quinze pontos de diferença para o segundo colocado (Santos). Então, contando a era do Brasileirão desde 1971, o São Paulo era o maior campeão do torneio com cinco conquistas, junto com o Flamengo.

O ano de 2007 foi de mais recordes na conta de Rogério Ceni: ele se tornou o jogador com mais partidas em Campeonatos Brasileiros atuando pelo mesmo time, quebrando um recorde que pertencia a Roberto Dinamite, o recorde foi quebrado em uma partida contra o Cruzeiro, vencida pelos tricolores por 2×1 no Mineirão, quando Rogério completou 309 jogos com a camisa do São Paulo na história dos Brasileirões. Neste mesmo ano, Rogério também bateu outro recorde, se tornando o goleiro são-paulino com a maior série invicta, batendo o recorde que era Waldir Peres, que havia ficado 694 minutos sem sofrer gols. O recorde foi quebrado durante uma vitória por 6×0 sobre o Paraná Clube de Flávio. Rogério foi vencido aos 47 do segundo tempo na vitória por 2×1 contra o Santos e somou 990 minutos sem sofrer gols, esta que é a segunda maior série invicta da história do Campeonato Brasileiro, perdendo apenas para Émerson Leão, que ficou 1057 minutos sem sofrer gols em 1973, jogando pelo Palmeiras.

Este ano de 2007 foi quando Rogério Ceni passou a usar o número 01 na camisa. A ideia era gerar uma ilusão de ótica de um “dez ao contrário”, visto que o São Paulo não tinha uma camisa 10.

Em 2008, Rogério Ceni ajudou o São Paulo a escrever história no Brasileirão; com uma arrancada histórica e a conquista vindo na última rodada, o São Paulo se tornou hexacampeão brasileiro, sendo o único time brasileiro a ter alcançado tal marca até então desde o Brasileirão de 1971, além de ter sido a única equipe a conquistar três Brasileirões seguidos.

O ano de 2009 foi meio “magro” para o São Paulo e para Rogério Ceni. Neste ano de 2009, teve o surto do vírus Influenza A (H1N1) que moldou um pouco a trajetória do São Paulo naquela Libertadores. O São Paulo caiu no Grupo 04, junto com o Defensor Sporting do Uruguai e os colombianos do América de Cali e Independiente de Medellín e terminou em primeiro lugar na chave, teve a quarta melhor campanha e iria enfrentar o Chivas Guadalajara, do México, nas oitavas-de-final, mas devido ao surto deste vírus, não deveria ter jogos no México. A CONMEBOL tentou, em um primeiro momento, transferir os jogos do México para Bogotá, na Colômbia, sem sucesso, então foi decidido que os jogos envolvendo times mexicanos (este do São Paulo e o do Nacional, do Uruguai, contra o San Luiz, do México) seriam em jogo único, sendo o do São Paulo no Brasil e o do Nacional em Montevidéu, sendo que o vencedor passaria de fase e em caso de empate seria pênaltis, mas os mexicanos não aceitaram e desistiram da competição, sendo assim, os são-paulinos passaram direto às quartas-de-final do torneio, fase aonde foram eliminados pelo Cruzeiro.

No mesmo ano, o São Paulo quase chegou ao tetracampeonato nacional, chegaram a última rodada com chances de título, ainda que precisasse que Flamengo perdesse e Internacional e Palmeiras não vencessem, além de precisar ganhar o jogo contra o Sport. O São Paulo venceu os pernambucanos por 4×0, mas o Flamengo venceu e foi campeão. Neste Brasileirão de 2009, Rogério Ceni bateu mais um recorde, chegou aos 370 jogos e se tornou o jogador com maior número de partidas na história do Campeonato Brasileiro.

Em 2010, Rogério chegou aos 900 jogos com a camisa do São Paulo e aos 700 jogos como capitão (ele recebeu a braçadeira de capitão pela primeira vez em 1999). Na Libertadores, em uma partida válida pela segunda rodada do Grupo 02 contra o Once Caldas, em Manizales, Rogério anotou um gol de falta e se tornou, com onze gols na altura, o maior artilheiro tricolor da história da Libertadores, o que não foi suficiente para evitar a derrota são-paulina por 2×1, esta foi a primeira vez que Rogério Ceni perdeu uma partida a qual anotou um gol, eram 90 gols e 82 jogos de invencibilidade. Em títulos com o São Paulo, não teve grandes destaques, o máximo foi ter chego às semifinais da Libertadores, aonde foram eliminados para o Internacional, que viria a ser campeão daquela edição.

100 vezes Rogério Ceni.

100 vezes Rogério Ceni.

O ano de 2011 foi mais do que histórico para Rogério Ceni e isto aconteceu às 17h09 do dia 27 de março de 2011, em partida contra o Corinthians, no Pacaembu, válida pela 16ª rodada da primeira fase do Paulistão, em que Rogério Ceni, em cobrança de falta, anotou o centésimo gol da carreira e ajudou na vitória por 2×1 sobre os rivais alvinegros. O gol ampliou a vantagem do tricolor para 2×0 e saiu aos nove minutos da segunda etapa. Porém, segundo a FIFA, o centésimo gol oficial de Rogério Ceni foi contra o Bahia, em uma vitória por 3×0 em partida válida pela 14ª rodada do Brasileirão de 2011, aonde neste mesmo jogo ele chegou a marca de 46 gols de pênaltis e se tornou o goleiro com mais gols de pênaltis da história, passando Chilavert. Entretanto, em termos de campanhas, o São Paulo não teve grande destaque.

Em 2012, diferente do ano anterior, o São Paulo fez grandes campanhas nos campeonatos que disputou, mas Ceni não quebrou tantos recordes (até porque ele já tinha quebrado basicamente todos que poderia mesmo). Por terminado em sexto lugar no Brasileirão um ano antes, o São Paulo não conseguiu a vaga para a Libertadores, mas conseguiu para a Sulamericana, aonde, na primeira fase, o São Paulo eliminou o Bahia vencendo os dois jogos de ida e volta por 2×0. Nas oitavas-de-final, o São Paulo enfrentou a LDU Loja, do Equador, e se classificaram graças a regra do gol qualificado, aonde empataram em um gol no Equador e sem gols em casa, nas quartas-de-final o São Paulo enfrentou o Universidade de Chile, aonde venceram por 2×0 fora de casa e golearam por 5×0 no Morumbi. Nas semifinais, o São Paulo enfrentou outro time chileno, o Universidad Católica, aonde empataram fora de casa em 1×1 e empataram sem gols em casa, e, mais uma vez graças a regra do gol qualificado, o São Paulo se classificou a final e foram campeões após empatar sem gols com o Tigre, da Argentina, na ida fora de casa e vencer no Morumbi por 2×0 para conquistar este título inédito do São Paulo e na carreira de Rogério Ceni. Neste mesmo ano, o São Paulo teria conseguido vaga para a Libertadores de qualquer forma, visto que havia conseguido vaga via Campeonato Brasileiro de 2012 (terminou em quarto) e neste ano o São Paulo voltou a disputar uma Copa do Brasil, o que não acontecia desde 2003, visto que de 2004 até 2011, o São Paulo disputou a Libertadores e os regulamentos da época previam que as equipes que disputavam a Libertadores não disputariam a Copa do Brasil no mesmo ano.

Em 2013 Rogério Ceni prosseguiria quebrando recordes (sim, ele ainda tinha alguns recordes para quebrar!), o São Paulo não fez campanhas boas no Brasileirão e na Libertadores, aonde foram eliminados para os futuros campeões do Atlético Mineiro. O destaque para o São Paulo e para Ceni vieram na Copa Sulamericana, aonde o São Paulo chegou até as semifinais quando foram eliminados para a Ponte Preta, perdendo a ida no Moisés Lucarelli por 3×1 e um empate em um gol no Morumbi na volta não foi suficiente para o São Paulo passar; o destaque mesmo a Ceni neste torneio foi contra o Universidad Católica do Chile nas oitavas-de-final quando na volta, após empatar a ida em casa em um gol, o São Paulo venceu os chilenos por 4×3 em uma partida que se considera uma das melhores senão a melhor atuação de Rogério Ceni na carreira, isto já com 40 anos! O São Paulo, por ter ganho a Sulamericana em 2012, participou da Recopa e da Suruga Bank em 2013, mas perdeu ambos os torneios para Corinthians e Kashima Antlers respectivamente, ao menos o São Paulo ganhou a Eusébio Cup, um torneio amistoso disputado em jogo único contra o Benfica, aonde venceram por 2×0 e a lenda Eusébio entregou o troféu para o capitão Rogério Ceni levantar.

Neste ano de 2013, em partida válida pela 19ª rodada do Brasileirão daquele ano, contra o Coritiba, uma derrota fora de casa por 2×0, Rogério Ceni completou 500 jogos em campeonatos nacionais, sendo recordista absoluto e disparado. No mesmo ano, em partida válida pela 36ª rodada daquele Brasileirão, num empate em 1×1 com o Botafogo no Morumbi, Rogério chegou a marca de 1117 jogos com a camisa do São Paulo e se tornou o jogador com mais partidas por uma só equipe na história do futebol, ultrapassando Pelé.

Rogério Ceni em partida contra o Botafogo, válida pela 36ª rodada do Brasileirão de 2013, aonde bateu mais um recorde ao chegar aos 1117 jogos com a camisa do São Paulo.

Rogério Ceni em partida contra o Botafogo, válida pela 36ª rodada do Brasileirão de 2013, aonde bateu mais um recorde ao chegar aos 1117 jogos com a camisa do São Paulo, sendo o jogador com mais jogos por uma só equipe na história do futebol.

Em 2014, Rogério Ceni mal começou o ano e já foi condecorado com uma marca no Guinness Book, recebendo as condecorações de: jogador que mais atuou por um time na história do futebol (1139 jogos na altura), jogador que mais vezes foi capitão de um time (888 partidas como capitão na altura) e goleiro com mais gols na história (117 na altura). No mesmo ano, Ceni quebraria o recorde de mais vitórias por um só time, conquistando a 590ª vitória com a camisa do São Paulo veio sobre o Goiás, um 3×0 no Morumbi, em partida válida pela 31ª rodada do Brasileirão daquele ano. Em campeonatos, o São Paulo foi eliminado para o Bragantino ainda na terceira fase da Copa do Brasil. No Brasileirão, o São Paulo ficou em segundo lugar, atrás apenas do Cruzeiro, que foi campeão com sobras, e voltaria para uma Libertadores no ano seguinte. No Paulistão e na Sulamericana, o São Paulo foi eliminado nos pênaltis em ambos os torneios.

Eis que chegou 2015, o último ano da carreira do M1T0 enquanto jogador e mais recordes viriam para a conta, a começar no Paulistão, aonde em partida contra o Linense, válida pela 13ª rodada da primeira fase do Paulistão, Rogério superou o recorde de Marcelinho Carioca com mais gols de falta por um só clube, chegando ao 60º gol de falta. No Brasileirão, no dia 03 de junho de 2016, quinta rodada no clássico contra o Santos, Rogério converteu um pênalti e igualou Raí em número de gols com a camisa do São Paulo (128) quanto no Morumbi (72), além disto, ajudou na vitória tricolor por 3×2. Na rodada seguinte e três dias depois de alcançar Raí, Rogério converteu mais um pênalti no Morumbi, agora contra o Grêmio em uma vitória por 2×0 e passou o segundo maior ídolo da história do São Paulo. Rogério, naquele ano, ainda faria um gol de pênalti no Morumbi na despedida, totalizando 129 gols com a camisa do São Paulo, sendo 73 no Morumbi, o que o torna o quinto maior artilheiro do estádio tricolor e o décimo maior do clube.

Neste ano de 2015, nas oitavas-de-final da Copa do Brasil e após passar Raí em números de gols, Rogério Ceni ainda faria o último gol oficial dele na carreira, na vitória por 3×0 sobre o Ceará no Castelão.

Rogério Ceni era para ter se aposentado ao final de 2014, mas renovou o contrato até o dia 6 de agosto de 2015. Após o São Paulo ter sido eliminado nas oitavas-de-final da Libertadores, Rogério havia dito que não iria renovar o contrato e encerraria a carreira naquele dia, mas foi convencido a renovar novamente e atuar até o final do ano, prorrogando contrato até 31 de dezembro de 2015.

O Santos, que já havia eliminado o São Paulo no Paulistão daquele ano nas semifinais, também viria a eliminar o São Paulo nas semifinais da Copa do Brasil, vencendo os jogos de ida e volta por 3×1. Na volta, que foi na Vila Belmiro, no dia 28 de outubro de 2015, foi o último jogo oficial da carreira de Rogério Ceni, que saiu no intervalo daquela partida (quando estava 3×0 para o Santos) após ter chutado o chão na hora de bater o tiro-de-meta e ter torcido o tornozelo.

Rogério Ceni lesiona o tornozelo direito em partida contra o Santos. Com esta lesão, Rogério foi substituído no intervalo por Denis e esta foi a última aparição dele como profissional.

Rogério Ceni lesiona o tornozelo direito em partida contra o Santos. Com esta lesão, Rogério foi substituído no intervalo por Denis e esta foi a última aparição dele como profissional.

Eis que todos os torneios se acabam e o fim da era Rogério Ceni chega. No dia 11 de dezembro de 2015 acontece o jogo de despedida de Rogério Ceni dos gramados, um jogo que reuniu lendas campeãs do mundo em 1992 e 1993 de um lado e outras lendas campeãs do mundo em 2005 de outro. Rogério Ceni jogou no time de 2005 e, conforme escrito antes, converteu um pênalti que ajudou na vitória do time dele por 5×3. Uma despedida marcante e especial, que contou com a presença de lendários jogadores, pessoas especiais e marcantes na vida de Rogério Ceni dentro e fora de campo e da banda Ira!, que fez um show no intervalo com Rogério Ceni, que cantou “Envelheço na Cidade”. Ao final, Rogério Ceni agradeceu a todos os presentes, aos torcedores são-paulinos pelo apoio, a todos que contribuíram para a grandiosa carreira dele, pediu que a camisa 01 fosse aposentada, dizendo que era uma extensão da carreira dele e falou ao final Gostaria que quando eu morresse, eu fosse cremado e as minhas cinzas fossem jogadas aqui no Morumbi, para que eu possa sempre lembrar do que aconteceu”. Depois, junto com os colegas, Rogério deu uma volta olímpica no estádio para saudar os torcedores. Rogério Ceni foi embora, mas os torcedores ficaram por ali por mais um tempo e foram embora pouco a pouco, tendo a certeza que viram a história ser escrita e finalizada naquele momento.

Após a aposentadoria, Rogério Ceni virou treinador de futebol, fez alguns cursos e chegou inclusive a ser auxiliar de Dunga na Copa América Centenário em 2016. No final de 2016, foi anunciado como novo técnico do São Paulo para 2017, com um contrato de dois, mas não convenceu e foi duramente criticado por um mal trabalho e por usar números demais para explicar derrotas inexplicáveis. Em julho de 2017, Ceni foi demitido após uma sequência de maus resultados e saiu brigado com o presidente Leco e demais integrantes da diretoria do São Paulo, pois, segundo ele, não o deixaram trabalhar tempo suficiente. Agora, para o ano de 2018, foi anunciado como técnico do Fortaleza no ano do centenário do leão. Ele começou bem, e será que agora Ceni deslancha e vira também um grande treinador?

Da mesma forma que no início deste artigo vimos Ceni com a camisa do Sinop, não é estranho ver Ceni usando uma camisa que não é do São Paulo? Esta foto é recente ao tempo deste artigo, com Rogério Ceni comandando o Fortaleza em época de estadual.

Da mesma forma que no início deste artigo vimos Ceni com a camisa do Sinop, não é estranho ver Ceni usando uma camisa que não é do São Paulo? Esta foto é recente ao tempo deste artigo, com Rogério Ceni comandando o Fortaleza em época de estadual.

E esta foi a quadragésima-terceira edição do Muralhas Lendárias aqui no blog do Goleiro de Aluguel! Espero que vocês tenham gostado desta longa abordagem da carreira de Rogério Ceni. Em breve, o quadro voltará abordando a carreira de mais um lendário goleiro. Até a próxima!

PRIMEIRO GOL DE FALTA DE ROGÉRIO CENI – 15 DE FEVEREIRO DE 1997, SÃO PAULO 2 x 0 UNIÃO SÃO JOÃO DE ARARAS:

SÃO PAULO 4 x 0 TIGRES – QUARTAS-DE-FINAL DA COPA LIBERTADORES DE 2005:

SÃO PAULO 4 x 0 ATLÉTICO PARANAENSE – FINALÍSSIMA DA COPA LIBERTADORES DE 2005:

SÃO PAULO 1 x 0 LIVERPOOL – FINAL DO MUNDIAL INTERCLUBES 2005:

SÃO PAULO 2 x 1 CORINTHIANS – 100º GOL DE ROGÉRIO CENI:

UNIVERSIDAD CATÓLICA 3 x 4 SÃO PAULO – SULAMERICANA 2013:

GRANDES DEFESAS DE ROGÉRIO CENI – COLETÂNEA: