A Responsabilidade Não Tem Idade

É claro que você já se imaginou goleiro em uma Copa do Mundo, coisa que não é para qualquer um, porém, você já se imaginou sendo goleiro da seleção em uma Copa do Mundo logo no primeiro ano como jogador profissional? Pois é, isto aconteceu com o goleiro homenageado desta semana, que logo no primeiro ano como profissional já jogara uma Copa do Mundo pela seleção como goleiro titular do país. O homenageado de hoje, quem é mais velho e acompanhou os anos 90 sabe bem que é, estamos falando de Tony Meola!

Antonio Michael Meola, ou simplesmente Tony Meola, nasceu em 21 de fevereiro de 1969 em Belleville, no estado americano de Nova Jersey, mas ele cresceu na cidade de Kearny e começou a jogar futebol por lá, na Kearny High School, começou jogando revezando entre estar debaixo das traves e como atacante, mas com o tempo foi apenas fechando o gol. Tony Meola começou a gostar de futebol graças ao pai dele, Vincenzo Meola, que fez história no Avellino, time da segunda divisão italiana (agora você deve entender o porquê do nome “Antonio” a este goleiro estadunidense, afinal Tony Meola era filho de um italiano e possuía uma descendência italiana muito forte).

Tony Meola não se destacou apenas no futebol, mas sim também no basquete e no beisebol. Na carreira durante o colegial, Meola somou 41 jogos sem sofrer gols enquanto goleiro e 42 gols enquanto atacante, além disto, foi capitão do time de basquete de Kearny e, em 1987, chegou a ser draftado pelo New York Yankees, tradicional time de beisebol dos Estados Unidos, mas não prosseguiu e continuou no futebol.

A Universidade de Virginia convocou Meola para ser jogador dos times de beisebol e futebol (goleiro) da faculdade e lá Meola começara a fazer história e se mostrar ao mundo. Em 1987, Meola foi convocado para a Copa do Mundo Sub-20 daquele ano, defendendo a seleção sub-20 dos Estados Unidos (a seleção estadunidense foi eliminada na primeira fase do torneio). Em 1989, Meola abandona a Universidade de Virginia para se dedicar integralmente ao futebol, sendo condecorado pela universidade pelos desempenhos em atividades esportivas.

Em 1990, sem clubes profissionais, com apenas 21 anos e já integrado à Federação de Futebol dos Estados Unidos (U.S. Soccer Federation), Meola foi convocado para a Copa do Mundo de 1990, e como goleiro titular da seleção dos Estados Unidos! Sim, Meola mal tinha fechado os gols no futebol profissional e já iria se aventurar como goleiro titular da seleção dele em uma Copa.

Tony Meola com a seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 1990 em foto antes do jogo contra a Tchecoslováquia, em partida válida pela 1ª rodada do grupo A – resultado do jogo: Estados Unidos 1x5 Tchecoslováquia

Tony Meola com a seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 1990 em foto antes do jogo contra a Tchecoslováquia, em partida válida pela 1ª rodada do grupo A – resultado do jogo: Estados Unidos 1×5 Tchecoslováquia

O futebol nos Estados Unidos tem se desenvolvido muito nos últimos anos, mas o futebol nunca foi nem perto de ser algo presente na cultura dos estadunidenses, ficando atrás de muitos outros esportes. Nesta época, o futebol dentro dos Estados Unidos era algo ainda mais distante dos americanos, sejam em termos culturais ou termos técnicos. Como era de se esperar, um país que tinha uma das piores seleções do mundo em muitas análises e voltava a disputar uma Copa do Mundo quarenta anos depois (antes da Copa de 1990, os Estados Unidos só tinham participado de uma Copa do Mundo em 1950), foi eliminado logo na fase de grupos daquele mundial, perdendo as três partidas.

Apesar disto, Meola se destacou com boas atuações… e com o rabo-de-cavalo que ele usava! Passado aquela Copa do Mundo, Meola se transferiu para o Brighton & Hove Albion, time da segunda divisão inglesa, aonde ele realmente estreou no profissional e fez onze jogos por lá (sendo apenas dois na segunda divisão inglesa), no mesmo ano ele foi para o Watford, também da segunda divisão inglesa, mas por lá sequer chegou a jogar. Em 1991, Meola voltou para os Estados Unidos para atuar no Fort Lauderdale Strikers. Ainda em 1991, Meola viria a conquistar o primeiro título da carreira dele, a Copa Ouro da CONCACAF de 1991 (foi a primeira edição do torneio), em que os Estados Unidos se tornou campeão após vencer todas as partidas do grupo B, vencendo Trinidad e Tobago por 2×1 na estreia, por 3×0 a Guatemala e por 3×2 a Costa Rica, nas semifinais, os Estados Unidos venceu o México por 2×0 e na final contra os hondurenhos, após um empate sem gols, os Estados Unidos venceu a decisão por pênaltis (após oito séries) por 4×3 para se sagrar campeão, com Meola pegando três cobranças!

Em 1992, Meola participou da Copa Rei Fahd com a seleção dos Estados Unidos graças ao título da Copa Ouro da CONCACAF, esta Copa foi a precursora da atual Copa das Confederações. Esta Copa foi disputada pela Arábia Saudita, Argentina e Costa do Marfim e já começava direto nas semifinais, aonde os Estados Unidos jogou contra a Arábia Saudita (donos da casa) e perdeu por 3×0, mas venceu a disputa pelo terceiro lugar contra a Costa do Marfim por 5×2.

Em 1993, Meola continuou defendendo a seleção dos Estados Unidos em torneios internacionais, agora foi na Copa América, a primeira Copa América disputada pelos Estados Unidos, mesmo com o país não sendo filiado a CONMEBOL. Na Copa América, os Estados Unidos perderam as duas primeiras partidas, primeiro para o Uruguai, por 1×0, e depois para o Equador por 2×0. Na terceira e última partida da chave, contra a Venezuela, os Estados Unidos saíram ganhando por 3×0 e poderiam ter se classificado para as quartas-de-final se não pipocassem e deixassem a Venezuela empatar. Com isto, os Estados Unidos foram eliminados logo na primeira fase daquela Copa América, terminando em último lugar no grupo.

Ainda em 1993, Meola participou da segunda Copa Ouro da CONCACAF da carreira, o bi quase veio, mas o Estados Unidos (que havia vencido todos os jogos anteriores a final) perdeu a decisão por 4×0 para o México do goleiro Jorge Campos.

Tony Meola na Copa do Mundo de 1994, goleiro e capitão da seleção dos Estados Unidos em partida contra a Colômbia válida pela terceira rodada do grupo A – resultado do jogo: Estados Unidos 2x1 Colômbia

Tony Meola na Copa do Mundo de 1994, goleiro e capitão da seleção dos Estados Unidos, em partida contra a Colômbia válida pela terceira rodada do grupo A – resultado do jogo: Estados Unidos 2×1 Colômbia

E em 1994, com apenas 25 anos, Meola já participara da segunda Copa do Mundo da carreira dele com a seleção dos Estados Unidos, desta vez com um gosto um pouco diferente e uma responsabilidade muito grande, afinal os Estados Unidos eram o país sede daquele mundial e não poderiam decepcionar em casa. Na estreia, contra os suíços, os donos da casa empataram em um gol. No segundo jogo, venceram por 2×1 a Colômbia (leia uma grande curiosidade sobre este jogo a seguir) e perderam a terceira partida para os romenos por 1×0. Com estes resultados, os Estados Unidos somou quatro pontos e terminou em terceiro lugar no grupo, como terceiro melhor terceiro colocado geral, posição suficiente para classificar os donos da casa para as oitavas-de-final do torneio (visto que aquela foi a última edição de Copa do Mundo com 24 seleções, dividas em seis grupos de quatro equipes cada, aonde se classificam os dois primeiros de cada chave além dos quatro melhores terceiros colocados). Nas oitavas-de-final, em 4 de julho de 1994 (data em que é comemorado o Dia da Independência dos Estados Unidos), os donos da casa seriam eliminados para nós, brasileiros, com aquele chorado gol de Bebeto aos 27 do segundo tempo.

CURIOSIDADE SOBRE ESTADOS UNIDOS 2 x 1 COLÔMBIA NA COPA DO MUNDO DE 1994:

Apesar do título da Copa Ouro da CONCACAF em 1991 e do vice em 1993, a seleção dos Estados Unidos ainda era um time desacreditado e considerado muito fraco. Neste jogo contra a Colômbia, os Estados Unidos abriu o placar aos 35 do primeiro tempo com um gol contra de Andrés Escobar, após o zagueiro colombiano ter tentado cortar um cruzamento, mas acabou mandando a bola para dentro do próprio patrimônio. No segundo tempo, os Estados Unidos ampliou, a Colômbia chegou a diminuir aos 45 do segundo tempo, mas não adiantou. Esta derrota na segunda rodada já eliminava a Colômbia matematicamente da próxima fase, visto que haviam perdido na estreia por 3×1 para a Romênia. Esta derrota colocava de fora aquela que era uma das melhores seleções colombianas da história, um resultado um tanto quanto surpreendente.

O zagueiro Andrés Escobar foi considerado o grande culpado pela derrota e já de volta na Colômbia, Escobar foi reprimido em uma discoteca por quatro homens, que começaram a discutir com ele pelo gol contra. Eis que um destes quatro homens (chamado Humberto Muñoz Castro) sacou um revólver calibre 38 e atirou em Escobar doze vezes, a cada tiro que ele deu, ele gritava “gol”. Escobar morreu no hospital, foi assassinado no dia 2 de julho de 1994. Até hoje, não há evidências oficiais que comprovem que a morte do jogador tenha sido causada por este gol contra, mas a tese mais aceita é esta, que inclusive a morte fora premeditada e encomendada por grandes apostadores que perderam muito dinheiro ao apostar na Colômbia contra os Estados Unidos.

O funeral de Andrés Escobar foi assistido por mais de 120.000 pessoas, sendo que todos os anos, os colombianos prestam homenagens a ele na data da morte do zagueiro. Em 2002, foi inaugurada em Medellín uma estátua de Andrés Escobar.

“O gol contra que matou Andrés Escobar”

“O gol contra que matou Andrés Escobar”

CURIOSIDADE SOBRE TONY MEOLA NA COPA DO MUNDO DE 1994:

Na Copa de 1994, o rabo-de-cavalo de Tony Meola era maior que o da Copa de 1990 e a preocupação dele com o visual era tão alta que o treinador dos Estados Unidos naquele mundial, Bora Milutinović, ordenou que Meola aderisse a um cabelo mais curto, mas ele recusou a ordem. Entretanto, o técnico não teve coragem de barrar Meola por conta disto.

VOLTANDO A CARREIRA DE TONY MEOLA

Após a Copa do Mundo de 1994, Meola saiu do Strikers e foi para o Buffallo Blizzard, aonde ficou até o começo do ano seguinte. Ele era o goleiro titular da equipe, até que ele pediu para se ausentar por um tempo do time por… bem, este talvez seja um motivo único: Tony Meola conseguiu um papel em uma peça na Broadway chamada “O Casamento de Tony e Tina”, uma comédia romântica em que ele seria um dos personagens principais. Ele anunciou isto no dia 31 de janeiro de 1995, quinze dias depois ele estava sem clube. No mesmo mês, Meola assinou com o Long Island Rough Riders, por onde ficou até o final do ano daquele ano.

Em 1996, Meola assinou com o MetroStars, mas antes de começar a jogar na Major League Soccer, Meola passou o mês de fevereiro treinando no Parma, da Itália, mas tudo não passou de treinamentos mesmo. Naquela temporada da MLS, o MetroStars terminou em terceiro lugar na conferência leste, garantindo vaga ao mata-mata daquela edição da Major League Soccer. Nas quartas-de-final, aonde iriam enfrentar o DC United, após empatar em dois gols e vencer nos shootouts por 6×5, o MetroStars foi o vencedor da primeira partida, mas perdeu por 1×0 o segundo jogo e por 3×2 o terceiro jogo, sendo eliminado.

Tony Meola no MetroStars

Tony Meola no MetroStars

MAIS UMA CURIOSIDADE: VOCÊ SABE O QUE É “SHOOTOUTS”?

Como forma de tentar promover o futebol no país, na Major League Soccer as partidas que terminassem empatadas após os noventa minutos, seriam decididas nos shootouts, uma espécie de “disputa de pênaltis com a bola rolando”. Após o empate, cada equipe iria ter cinco shootouts (como nos pênaltis, mas diferente) e na somatória do placar, quem somasse mais gols era declarado o vencedor do jogo. O vencedor ganhava um ponto e o perdedor saía com as mãos abanando.

Os shootouts funcionavam assim: o jogador ficava a 32 metros do gol e tinha cinco segundos para fazer a jogada. Se estourado o tempo, era considerado que ele havia errado. Nestes cinco segundos, ele poderia dar quantos toques quisesse na bola e fazer o quê fosse (desde que não infringisse as regras), era permitido ao jogador tentar encobrir o goleiro ou até mesmo dibrá-lo. Ao goleiro, cabia defender o chute e a tentativa. O goleiro podia sair debaixo da trave, a fim de diminuir o ângulo do cobrador do shootout.

Se o jogador, por ventura, sofresse uma falta, ele teria um tiro livre direto para cobrar. Se a falta fosse dentro da área, um pênalti.

Este curioso modelo persistiu até 1999, quando os organizadores viram que isto afastava o tradicional fã de futebol e não estava trazendo novos espectadores. A partir de então, a MLS adotou o modelo básico. Confira no vídeo abaixo alguns shootouts realizados na história da Major League Soccer (repare que em alguns, Tony Meola está presente, por sinal ele até se aventurou tentando converter alguns shootouts).

VOLTANDO A CARREIRA DE MEOLA, MAIS UMA VEZ…

Pelo MetroStars, Meola atuou até 1998, e então se transferiu para o Kansas City Wizards em 1999. Por sinal, após a Copa de 1994, Meola foi “esquecido” nas convocações da seleção dos Estados Unidos, voltando após a Copa do Mundo de 1998 às metas estadunidenses. No primeiro ano pelo Kansas City Wizards, Meola mal jogou por conta de lesões. No ano 2000, Meola voltaria a jogar com frequência e seria o titular da equipe.

O ano 2000 seria mágico para Meola no Kansas City Wizards, afinal os Wizards tiveram a melhor campanha dentre todas as conferências, aonde a equipe terminou não só em primeiro lugar na Conferência Leste, como no quadro geral também e, com isto, garantiu vaga para o mata-mata e para a CONCACAF Champions’ Cup de 2002. E mais! No mata-mata, após passar pelo Colorado Rapids nas quartas-de-final e pelo Los Angeles Galaxy nas semifinais, o Kansas City Wizards se sagrou campeão ao vencer o Chicago Fire na final por 1×0 (final em jogo único) e Meola ajudou o time neste título inédito. Nesta temporada da MLS, Meola foi eleito o melhor goleiro, melhor jogador e jogador mais valioso!

Naquele mesmo ano, Meola voltaria a defender a seleção estadunidense em um torneio internacional, que seria na Copa Ouro da CONCACAF de 2000. Entretanto, Meola foi o reserva do goleiro do Liverpool, Brad Friedel. Em 2002, Meola voltaria a ser convocado para uma Copa Ouro da CONCACAF e também para uma Copa do Mundo, mas na Copa Ouro da CONCACAF ele foi reserva de Kasey Keller (mesmo tendo sido inscrito com a camisa 1, foi reserva, e acabou saindo-se campeão na reserva de Keller) e na Copa do Mundo de 2002 foi apenas o terceiro goleiro, aonde a primeira opção era Brad Friedel e a segunda era Kasey Keller.

Tony Meola na Copa do Mundo de 2002, tentando consolar Landon Donovan após os Estados Unidos terem sido eliminados para a Alemanha nas quartas-de-final do torneio, ao perder para os alemães por 1x0 – com Kahn defendendo tudo neste jogo

Tony Meola na Copa do Mundo de 2002, tentando consolar Landon Donovan após os Estados Unidos terem sido eliminados para a Alemanha nas quartas-de-final do torneio, ao perder para os alemães por 1×0.

Após 2002, Meola não disputou mais torneios internacionais com a seleção dos Estados Unidos, mas continuou jogando ocasionalmente pela seleção e continuou como titular nos clubes. No Kansas City Wizards, Meola seguiu jogando até 2003 como titular, mal jogou no ano de 2004 pelo clube em decorrência de lesões. Em 2005, estava tudo certo para ele voltar a defender as cores do MetroStars, mas acabou assinando com o New York Red Bulls para defender a equipe por dois anos.

Em 2006, Meola foi convocado pelo técnico dos Estados Unidos, Bruce Arena, para um amistoso contra a Jamaica. Esta foi a última aparição dele debaixo das traves estadunidenses e foi um jogo bastante especial, pois ele completou 100 jogos defendendo a seleção dos Estados Unidos. Meola foi o primeiro goleiro dos Estados Unidos a alcançar tal marca pela seleção, ele seria posteriormente alcançado (e ultrapassado) por Kasey Keller (que jogou 102 vezes com a seleção dos Estados Unidos) e depois por Tim Howard (que já jogou 115 vezes com a seleção dos Estados Unidos e contando, visto que ele está na ativa até a presente data deste artigo). Neste mesmo ano, houve Copa do Mundo, Meola ficou na “lista de espera”, pois, caso algum dos três goleiros dos Estados Unidos convocados para aquele mundial se lesionassem, Meola ficaria com a vaga (os goleiros convocados dos Estados Unidos convocados para a aquela Copa do Mundo foram Kasey Keller – titular –, Tim Howard e Marcus Hahnemann).

Meola em sua última aparição com a seleção dos Estados Unidos em amistoso contra a Jamaica realizado em 11 de abril de 2006 – resultado da partida: Estados Unidos 1x1 Jamaica

Meola em sua última aparição com a seleção dos Estados Unidos em amistoso contra a Jamaica realizado em 11 de abril de 2006 – resultado da partida: Estados Unidos 1×1 Jamaica

Em 2007, Meola assinou com o New Jersey Ironmen e por lá ficou dois anos, se aposentado no final de 2008 com 37 anos e muita história e curiosidade para contar! Depois de aposentado, Meola seguiu trabalhando com futebol, agora nas partes administrativas e chegou até a ser técnico do Jacksonville Armada FC por alguns meses.

E esta foi a quadragésima-primeira edição do Muralhas Lendárias aqui no blog do Goleiro de Aluguel! Espero que vocês tenham gostado da abordagem da carreira de Tony Meola, um goleiro que marcou época jogando na seleção dos Estados Unidos e quem acompanhou o futebol dos anos 90 sabe bem que é. Em breve, o quadro irá voltar abordando a carreira de mais um lendário goleiro! Até lá!

GRANDES DEFESAS DE TONY MEOLA: