Tudo e Mais um Pouco Graças as Grandes Defesas

Trigésima edição deste maravilhoso quadro. Sim! Já chegamos a trinta edições desde que começamos em 04 de março do ano passado abordando a carreira de um ícone gremista, Galatto, hoje vamos, possivelmente, falar do melhor goleiro que aqui passou, daquele que é considerado um dos melhores da história do futebol. Aqui no “Muralhas Lendárias” já passou vários goleiros com muita história para contar e técnica de sobra, tais como Marcos, Zetti, Walter Zenga e Jorge Campos. Hoje o quadro volta abordando a carreira de um digníssimo dinamarquês, que fez muita história na seleção e nos clubes aonde passou, sobretudo no Manchester United, estamos falando dele, Peter Schmeichel. Por sinal, este é o goleiro que mais recebi sugestões para abordar a carreira dele, fãs do Schmeichel é o que não falta e aposto que você é um deles também! Vamos começar.

Peter Bolesław Schmeichel (ou Peter Schmeichel, ou simplesmente Schmeichel) nasceu em 18 de novembro de 1963 na pequena cidade de Gladsaxe, próximo a capital da Dinamarca, Copenhague. Schmeichel ingressou na base do Høje-Gladsaxe com apenas oito anos de idade, com doze anos, ele se transferiu para a base do Gladsaxe-Hero, clube aonde viria a se profissionalizar aos dezoito anos de idade, na temporada 1981/1982.

Com o Gladsaxe-Hero já rebaixado para a terceira divisão do Campeonato Dinamarquês com três rodadas de antecedência, Svend Aage Hansen, técnico do time, resolveu dar oportunidade para Schmeichel e mais seis jogadores dos jovens para a partida contra o Birkerød. O Gladsaxe perdeu por 1×0, mas Schmeichel recebeu críticas bastante positivas pelo desempenho pessoal dele nesta partida. No final daquela temporada, Hansen permaneceu no comando do Gladsaxe e disse a Schmeichel que planejava mantê-lo ao menos mais duas temporadas no Gladsaxe, para aprimorar o talento, e então ele iria se transferir para um clube maior da Dinamarca e, posteriormente, ter sucesso fora do país. Todo este plano deu certo.

Como é de esperar, Schmeichel não era apenas goleiro do Gladsaxe-Hero, afinal o clube se encaminhava para a terceira divisão dinamarquesa e o salário dele não era, até então, lá aquelas coisas e Schmeichel teve de arranjar outra coisa paralela para pagar todas as despesas. Ele trabalhou no departamento de tingimento de uma fábrica de têxtil, mas acabou saindo de lá após discordar das políticas de segurança da empresa, chegou inclusive a trabalhar de faxineiro em um asilo neste período.

Na temporada seguinte, o futebol mudaria os rumos da vida de Schmeichel para sempre! O Gladsaxe-Hero estava mal mais uma vez e próximo de ser rebaixado, e precisava evitar uma derrota para o Stubbekøbing para escapar de mais um rebaixamento, o resultado foi que Schmeichel defendeu até pensamento na partida e salvou a equipe de outro rebaixamento, ao final daquela partida, com vitória do Gladsaxe, a filha do treinador, Bente, veio dar um forte abraço em Peter Schmeichel. Anos depois, eles se casariam.

Em 1984, Schmeichel viria a se transferir para o Hvidovre IF, time da primeira divisão dinamarquesa. Na primeira temporada no novo time, o Hvidovre viria a terminar em décimo-primeiro lugar na liga dentre dezesseis equipes, apesar da má colocação, o Hvidovre teve uma das defesas menos vazadas do campeonato. Em 1985, mais uma vez, o Hvidovre teve uma das defesas mais sólidas da primeira divisão dinamarquesa, mas viria a terminar apenas em 14º lugar, entre os quatro últimos, ou seja, seria rebaixado para a segunda divisão em 1986; neste ano, o Hvidovre seria o campeão da segundona da Dinamarca, sendo Schmeichel o principal destaque da equipe, e em 1987 ele viria a se transferir para o Brøndby, um dos principais times da Dinamarca.

Na primeira temporada pelo Brøndby, Schmeichel já se sagraria campeão (agora em um campeonato com catorze equipes), vencendo 22 jogos dentre as 26 partidas e perdeu apenas uma, sofrendo apenas dezessete gols nestes jogos, disparadamente a defesa menos vazada da competição. Neste mesmo ano, Schmeichel começou a ser convocado para a seleção principal da Dinamarca e em 1988, participaria já do primeiro torneio internacional com a Dinamarca, a Eurocopa, onde ele fora inscrito no torneio com a camisa 16. No jogo de estreia da Dinamarca, Schmeichel ficou no banco e viu a Dinamarca perder por 3×2 para a Espanha de Zubizarreta. No segundo e no terceiro jogo da fase de grupos, Schmeichel foi o titular e a Dinamarca perdeu por 2×0 para a Alemanha Ocidental e a Itália respectivamente.

Schmeichel junto com os onze iniciais da Dinamarca para a partida contra a Alemanha Ocidental na Euro de 1988

Schmeichel junto com os onze iniciais da Dinamarca para a partida contra a Alemanha Ocidental na Euro de 1988

No ano seguinte, o Brøndby foi mais uma campeão da 1. Division e Schmeichel viria a participar da primeira Champions League da carreira! Entretanto, o Brøndby seria eliminado logo na primeira ronda ao perder a ida para o Club Brugge, da Bélgica, por 1×0 e vencer em casa por 2×1, caindo por causa da (ridícula) regra dos gols fora de casa. Em 1989, mais uma Champions League na carreira de Schmeichel pelo Brøndby e mais uma eliminação na primeira fase, após perder por 3×0 para o Olympique de Marselha na França e empatar em um gol em casa.

Em 1989, o Brøndby terminara em segundo lugar no campeonato dinamarquês, se classificando para a UEFA Cup (atual UEFA Europa League) da temporada seguinte, e chegaram perto do título. Na primeira fase do torneio, passaram pelo Frankfurt após vencer a ida em casa por 5×0 e perder fora de casa por 4×1, se classificando no placar agregado. Na segunda fase, venceram o Ferencvárosi, da Hungria, ao vencer em casa por 3×0 e fora de casa pelo placar mínimo. Nas oitavas-de-final, eliminaram mais uma equipe alemã, o Bayer Leverkusen, ao vencer a ida na Dinamarca por 3×0 e empatar sem gols fora de casa. Nas quartas-de-final, contra o Torpedo Moscou, o Brøndby venceu a ida em casa por 1×0 e perdeu pelo mesmo placar a volta; ou seja, a decisão foi para os pênaltis e Schmeichel defenderia uma das cobranças para ajudar na classificação, em que o Brøndby venceu por 4×2 e se classificou para as semifinais, fase em que foram eliminados para a Roma, da Itália, após empatar em casa sem gols e perder fora de casa por 2×1. A Roma, posteriormente, seria vice-campeã do torneio, perdendo para os conterrâneos da Internazionale de Walter Zenga.

Em 1990, Peter Schmeichel seria, mais uma vez, campeão da 1. Division, com o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Com isto, se classificaram para a UEFA Champions League da temporada 1991/1992, mas nesta época, Schmeichel já não estaria mais por lá; nesta temporada ele rumaria para o Manchester United, clube aonde faria a maior parte da carreira e se tornaria conhecido no mundo e na história.

Na primeira temporada no Manchester United, Schmeichel faturou a Football League Cup com os red devils, após passar pelo Cambridge United, Portsmouth e Oldham Athletic, respectivamente, nas prévias, vencer por 1×0 o Southampton nas oitavas, o Leeds United por 3×1 nas quartas-de-final; nas semifinais, empataram a ida sem gols e venceram no chamado “replay” o Middlesbrough por 2×1 para chegar a final. Lá iriam vencer o tradicional Nottingham Forest por 1×0 e se sairiam os campeões.

(Para quem não sabe, o Nottingham Forest está há anos não consegue ingressar na elite do futebol inglês, mas tem na história duas Champions League no currículo, isto é apenas um dos vários fatores que fazem o tradicional Nottingham Forest ser maior que pequenos times da Inglaterra, como Manchester City e Chelsea)

Nesta mesma temporada, o Manchester United chegou perto, mas ficou com o vice campeonato no Campeonato Inglês após terminar quatro pontos atrás do Leeds United. O Manchester United participaria da UEFA Cup nesta temporada, mas seria eliminado pelo Atlético de Madri logo nas prévias, ao perder a ida na Espanha por 3×0 e empatar em um gol a volta; apesar disto, mas Schmeichel foi “vítima” de um depoimento, digamos, “agradável” do jogador português do atleti, Paulo Futre, em que ele comentou a revista FourFourTwo: “Marquei dois gols nele num jogo da UEFA Cup pelo Atlético de Madri em 1991. Ganhamos do Manchester United por 3×0 em casa e seguramos 1×1 no Old Trafford. Apesar de ter feito dois gols nele, Schmeichel era um monstro. Só a presença dele já assustava a todos”.

Schmeichel usando belíssimo uniforme “Padrão Muralhas Lendárias” na Euro de 1992

Schmeichel usando belíssimo uniforme “Padrão Muralhas Lendárias” na Euro de 1992

Ao término daquela temporada, Schmeichel iria participar da segunda Eurocopa da carreira, a de 1992, sediada na Suécia. A Dinamarca iria cair no Grupo A, junto com os anfitriões além da França e da Inglaterra e iriam terminar com a segunda melhor colocação no grupo ao empatar sem gols na estreia contra os ingleses, perder para os suecos por 1×0 e vencer por 2×1 a França. Nas semifinais (sim, já semifinais, naquela altura apenas oito seleções se classificavam para a Euro), após empatar em dois gols com a Holanda, a Dinamarca venceria por 5×4 nos pênaltis, com Schmeichel sendo decisivo ao defender a cobrança de Marco Van Basten. Na finalíssima contra a Alemanha de Bodo Illgner (já reunificada), uma vitória por 2×0 e o primeiro título de Peter Schmeichel com a seleção dinamarquesa, um feito enorme para um país que estava se descobrindo no futebol.

Na temporada 1992/1993, o Manchester United iria se sagrar o campeão da Premier League (esta foi a primeira temporada em que o Campeonato Inglês passou a se chamar “Premier League”, antes o nome da primeira divisão inglesa era “First Division”, até a decisão dos clubes ingleses de romperem com a Football League) terminando dez pontos a frente do segundo colocado (Aston Villa), com o melhor ataque e melhor defesa da competição. Ao término daquela temporada, o Manchester United disputou a Community Shield com o Arsenal (torneio realizado em jogo único entre o campeão da Premier League e o campeão da FA Cup) e iriam se sagrar campeões após um empate em 1×1 e vencer nos pênaltis por 5×4, com Schmeichel defendendo a cobrança decisiva de David Seaman. Sim! Do goleiro do Arsenal que já falamos sobre aqui no “Muralhas Lendárias”.

Seaman cumprimentando Schmeichel pela defesa do pênalti cobrado por ele, que garantiu o título aos red devils. Que imagem!

Seaman cumprimentando Schmeichel pela defesa do pênalti cobrado por ele, que garantiu o título aos red devils. Que imagem!

Na temporada 1993/1994, o Manchester United não iria passar das prévias na UEFA Champions League ao ser eliminado pelo Galatasaray da Turquia, ao empatar a ida em casa em 3×3 e sem gols fora de casa (caindo na regra dos gols fora), em compensação, iria destruir nos torneios ingleses, sendo campeão da Premier League e da FA Cup, além de ter ganho a Community Shield em cima do Blackburn Rovers ao vencê-los por 2×0 (como já dito, a Community Shield é um torneio realizado em jogo único entre o campeão da Premier League e o campeão da FA Cup. Como o Manchester United tinha ganho os dois títulos neste ano, jogaram contra o segundo colocado da Premier League).

Apesar de terem sido campeões da Euro em 1992, ao fim da temporada 1993/1994, a Dinamarca não se classificou para a Copa do Mundo de 1994, pois perderam a última partida de classificação para a Espanha, em um jogo histórico, a estreia do lendário Cañizares pela seleção espanhola, após Zubizarreta ter sido expulso com dez minutos de jogo.

Em 1994/1995, o Manchester não arrematou títulos, apenas vice-campeonatos tanto na Premier League quanto na FA Cup e na Champions League, seria eliminado logo na primeira fase ao ter terminado em terceiro lugar no grupo. O Manchester viria a se reencontrar com títulos na temporada 1995/1996, mais uma vez ganhando tudo, sendo campeão da Premier League e da FA Cup ao vencer o Liverpool na finalíssima por 1×0 com gol de Eric Cantona no final do jogo. Ainda viria a ganhar a Community Shield jogando a partida contra o segundo colocado da Premier League, o Newcastle United, os vencendo por 4×0 para se sagrarem os campeões. Enquanto o Manchester United era campeão de tudo, o pequeno rival da mesma cidade era rebaixado mais uma vez.

No meio entre estas temporadas, Schmeichel participou da Euro de 1996, aonde a Dinamarca caiu no grupo D junto com Croácia, Turquia e Portugal de Vítor Baía. Iriam empatar em um gol na estreia, perder por 3×0 para a Croácia no segundo jogo e vencer por 3×0 a Turquia no último jogo do grupo, resultados que não foram suficientes nem para classificar a Dinamarca para o mata-mata, sendo eliminados logo na fase de grupos.

Peter Schmeichel na Copa do Mundo de 1998, na partida de estreia da Dinamarca: vitória por 1x0 sobre a Arábia Saudita

Peter Schmeichel na Copa do Mundo de 1998, na partida de estreia da Dinamarca: vitória por 1×0 sobre a Arábia Saudita

Na UEFA Champions League de 1996/1997, o Manchester United caiu no grupo B, junto com Juventus, Galatasaray e Rapid Viena e iriam passar de fase após terminarem em segundo lugar na chave com três vitórias e três derrotas. Nas quartas-de-final, contra o Porto, uma vitória por 4×0 na ida em casa e um empate sem gols na volta classificou os red devils para as semifinais, fase em que seriam eliminados para os futuros campeões, o Borussia Dortmund, após perder as duas partidas por 1×0. Nesta mesma temporada, o Manchester seria campeão da Premier League mais uma vez, com oito pontos de vantagem ao segundo colocado e venceria a Community Shield em cima do Chelsea, após empatar em 1×1 e vencer por 4×2 nos pênaltis, com Schmeichel defendendo uma das cobranças.

A temporada 1997/1998 faria o Manchester United sentir um pouco do que causou nos últimos anos, em que eles saíram-se vice campeão inglês e da Community Shield e viram o Arsenal de David Seaman e Arsène Wenger ganhar tudo nesta temporada. Ao término desta temporada, Schmeichel iria participar da única Copa do Mundo da carreira, a de 1998: a Dinamarca caiu no grupo C, junto com a França de Fabien Barthez, a África do Sul e a Arábia Saudita e passariam para o mata-mata após vencer a Arábia Saudita na estreia por 1×0, empatar em um gol com a África do Sul e perder a última partida para os franceses por 2×1. Meteram uma goleada por 4×1 nos nigerianos nas oitavas-de-final e avançaram às quartas-de-final, fase em que foram eliminados para a nossa seleção brasileira ao perderem por 3×2.

Na jornada de 1998/1999, o Manchester United começaria nas prévias da Champions League eliminando o time polonês do ŁKS Łódź ao vencer a ida por 2×0 e empatar sem gols a volta; com isto, o Manchester United foi para o Grupo D, junto com o Bayern de Munique, o Barcelona de Ruud Hesp e a antiga equipe de Schmeichel, o Brøndby, e após duas vitórias contra a ex-equipe (uma por 6×2, fora de casa, e outra por 5×0) e mais quatro empates, o Manchester United somou 10 pontos, sendo o segundo melhor segundo colocado dentre todos os grupos e se classificando para a fase de mata-mata (na Champions desta temporada, na fase de grupos eram 24 equipes divididas em seis grupos, o primeiro de cada grupo passava para a fase final de mata-mata além dos dois melhores segundos colocados. Ou seja, o Manchester United ficou com a última vaga). Nas quartas-de-final contra a Internazionale de Pagliuca, o Manchester venceria a ida por 2×0 e empataria em um gol a volta em Milão para se classificar às semifinais contra a Juventus, aonde após empatar no Old Trafford em 1×1 e vencer de virada a Juve em Turim por 3×2, o Manchester United se classificou à finalíssima contra um velho conhecido deste torneio, o Bayern de Munique.

A final fora no Camp Nou, estádio do Barcelona, e o Bayern sairia ganhando logo aos seis minutos de jogo com gol de falta de Mario Basler. O jogo seguiu com várias chances para os dois lados. Basler, autor do gol, foi substituído aos 42 minutos do segundo tempo com vários aplausos. O juiz mandou levantar três minutos de acréscimo, e aos 46 minutos, escanteio para o Manchester United, até Peter Schmeichel subiu para a área a fim de tentar algo. Beckham cruzou, a zaga desviou, mas a bola voltou para Sheringham empatar no finalzinho. Aos 48 minutos, outro escanteio para o Manchester United, após cruzamento de Beckham e desvio de Sheringham, Solskjær desviou para o fundo das redes do Bayern, uma virada histórica que garantiu o título da Champions League ao Manchester United.

Nesta mesma temporada, Schmeichel também seria campeão da Premier League e da FA Cup com o Manchester United, nesta que fora a última temporada dele pelos red devils, na temporada 1999/2000 ele viria a se aventurar no Sporting Clube de Portugal.

Schmeichel segurando o troféu de campeão da UEFA Champions League com Sir Alex Ferguson

Schmeichel segurando o troféu de campeão da UEFA Champions League com Sir Alex Ferguson

Na primeira temporada pelo Sporting, Schmeichel se sagrou campeão da Primeira Liga de Portugal, trazendo a 17ª conquista do Sporting, foram vice-campeões da Taça de Portugal, perdendo a final para o Porto, mas se vingaram dos portistas na Supertaça Cândido de Oliveira (última edição do torneio disputado em jogos de ida e volta entre os vencedores da Primeira Liga e da Taça de Portugal. Em caso de empate na soma dos resultados, tinha-se um terceiro jogo em campo neutro) após empatar a ida fora de casa em 1×1 e em 0x0 em casa; na terceira partida decisiva, vitória por 1×0 e título ao Sporting. Entre estas temporadas, Schmeichel participou do último torneio internacional com a Dinamarca da carreira, a Eurocopa de 2000, em que ele foi o capitão, mas a Dinamarca perdeu todos os jogos e foi eliminada logo na primeira fase.

Schmeichel passaria mais uma temporada no Sporting, terminaria em terceiro lugar na Primeira Liga atrás do Porto de Vítor Baía e o Boavista de Ricardo e depois voltaria para a Inglaterra, jogar uma temporada no Aston Villa e outra no Manchester City, então viria a encerrar a carreira em 2003, com quase 40 anos. Schmeichel foi, sem dúvida, o maior goleiro da história da Dinamarca além de ser um dos maiores de todos os tempos por toda qualidade que demonstrava dentro de campo. Schmeichel nunca perdeu um dérbi de Manchester na carreira, fosse pelo United ou pelo City, ele foi um dos maiores responsável pelo Manchester City passar catorze anos sem ganhar do Manchester United e os citizens só viriam a ganhar dos red devils com Schmeichel em campo ao lado deles. Ao todo, Schmeichel ganhou muitos títulos, fez até dez gols na carreira e agora deixa o legado para o filho Kasper seguir honrando o nome “Schmeichel” na camisa dos clubes e da seleção dinamarquesa.

Peter com o filho Kasper Schmeichel. O filho dele cresceu, hoje é goleiro do Leicester e da seleção dinamarquesa

Peter com o filho Kasper Schmeichel. O filho dele cresceu, hoje é goleiro do Leicester e da seleção dinamarquesa

E esta foi a trigésima edição do “Muralhas Lendárias” aqui no blog oficial do Goleiro de Aluguel! Espero que vocês tenham gostado da abordagem da carreira de Peter Schmeichel e semana que vem o quadro volta abordando a carreira de mais um lendário goleiro. Até lá!

DINAMARCA 2 x 0 ALEMANHA: FINAL DA EUROCOPA 1992

ARSENAL 1 (4) x (5) MANCHESTER UNITED: COMMUNITY SHIELD 1994

CHELSEA 1 (2) x (4) MANCHESTER UNITED: COMMUNITY SHIELD 1997

MANCHESTER UNITED 2 x 1 BAYERN DE MUNIQUE: FINAL DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE 1998/1999

GRANDES DEFESAS DE PETER SCHMEICHEL