O “Na Baliza”, mais uma vez, entra em campo escalando os melhores goleiros que estão na disputa dos regionais por todo o Brasil! E hoje trazemos o goleirão Jeferson Romário, que está defendendo o Grêmio Osasco Audax, de São Paulo, atual vice-campeão paulista de futebol. Então vamos a este bate-papo bem legal com nossa muralha desta semana!

Jeferson Romário Santos da Silva, nascido em 16 de outubro de 1994 na cidade de Porteirinha, em Minas Gerais, e, com seus 1,88cm, veio para o estado de São Paulo ainda bem pequeno, com apenas um ano e três meses, onde morou na cidade de Rancharia até os 15 anos.

Os primeiros passos foram dados no futsal, mas foi dentro dos gramados que Jeferson Romário, conhecido como “pajé”, 21 anos, alcançou o maior sonho da vida: ser jogador. As escolinhas de base de Rancharia, interior de São Paulo, revelaram o talento do goleiro para o esporte nacional e hoje ele escreve história no Audax de Osasco, que disputa a elite do futebol paulista e a Copa do Brasil.

Com apenas seis anos, o atleta iniciou a trajetória de forma despretensiosa nas quadras. No entanto, um amigo sugeriu que ele também treinasse no futebol de campo; foi neste momento que sua vida começou a entrar nos “trilhos” do esporte. Nas escolinhas de base de Rancharia, ele foi volante e zagueiro, antes de se encontrar nas metas. Mas quando chegou ao gol, descobriu sua verdadeira vocação.

– Meu primeiro contato foi com o futsal, mas quando fui para o campo, descobri o que mais gostava e dei sequência. No futsal sempre fui goleiro. Porém, no campo eu comecei como volante e fui recuando. Quando comecei a jogar como goleiro, descobri a posição que gostava e não saí mais de lá.

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Assim como iniciou a carreira cedo, “Pajé” também teve que sair de casa ainda na adolescência em busca de escrever seu nome no esporte mais popular do país, ele teve que deixar sua cidade, amigos e família aos 15 anos, quando foi defender o Corinthians de Penápolis, em 2009. Até então, a distância não foi tão complicada. A maior dificuldade veio no ano seguinte, quando surgiu a possibilidade de defender o clube na capital.

– Foi complicado sair de casa novo, mas não era tão longe de Rancharia. Então, dava para levar. Mas em 2010 apareceu uma oportunidade de atuar pelo Corinthians, em São Paulo. Fiquei três meses esperando, mas no final deu errado. Como estava sem clube, um amigo meu, que na época estava no Audax, disse que o time estava precisando de um goleiro e fui fazer a avaliação. Passei nos testes e nesse momento começou a maior dificuldade. Ir para São Paulo sozinho é muito difícil, tanto que pensei em desistir de tudo. Mas consegui aguentar e transformei os colegas de grupo em minha família.

A persistência em vencer no esporte deu resultado e Jeferson Romário ficou três temporadas na equipe do Audax. Porém, antes de deixar o clube, ele teria que passar por mais um obstáculo. Após a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2013, o jovem arqueiro entrou na lista de dispensa da equipe paulista e, segundo ele, mais uma vez pensou em abrir mão de tudo.

– Quando o clube falou que não tinha intenção em ficar comigo, pensei em parar. Pensava que não ia conseguir realizar meu sonho, pois era muito difícil e tinha muita gente brigando pelo mesmo espaço. Eu pensava “a gente abre mão da infância, dos amigos e da família para lutar por isso, mas é muito complicado”. Achei que estava perdendo tempo.

Mais uma vez, “Pajé” teve que encontrar forças para não voltar para Rancharia. Nesse tempo, ele conseguiu se recuperar e em 2014 foi para o Grêmio Osasco, aonde estreou na Copa Paulista como profissional. A passagem pelo time da capital foi rápida, aproximadamente um ano e meio. No entanto, o bom desempenho rendeu a transferência para o Oeste Futebol Clube, foi titular, além de deixar experientes goleiros como Fábio, ex-Palmeiras, no banco.

– Cheguei no meio de 2015 para ser reserva, mas o goleiro titular teve problemas e acabei assumindo o lugar dele. Joguei onze partidas pela Série B do Brasileiro e depois continuei trabalhando em busca do meu espaço. Quando o técnico me chamou e disse que eu seria titular na estreia do Paulista contra a Ponte Preta, fiquei muito surpreso, pois a equipe tem goleiros mais experientes do que eu. Mas procurei manter tranquilidade e disse para o professor que estava esperando uma chance e que não deixaria escapar. Quando olho para o banco e vejo esses goleiros mais experientes, isso me incentiva a trabalhar cada vez mais, pois são sombras, e sei que se eu der espaço, eles podem entrar. Mas a disputa é sadia.

Mesmo jovem, o ranchariense sabe bem o que quer para sua vida e se diz mais realizado do que imaginou. De acordo com ele, quando deu os primeiros passos no futebol, não pensou que chegaria tão longe em tão pouco tempo.

– Estou muito satisfeito ao patamar que atingi, pois sou muito novo. Porém, tenho muitas metas em minha vida. Meu pensamento é chegar em clubes que tenham uma expressão maior e também atuar fora do país. O Oeste é uma realidade do futebol paulista e é expressivo, mas tenho metas maiores. É claro que também penso em seleção brasileira. Pelo lado pessoal, espero poder ter e dar um futuro melhor para minha família que tanto torce por mim.

Jeferson, nós, do “Na Baliza” e do Blog do Goleiro de Aluguel, agradecemos a sua imensa colaboração. Além da humildade e simpatia, sempre nos atendeu com muita espontaneidade, por isso desejamos a você uma carreira repleta de sucesso e vitórias. Grande abraço!

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